Setor militar vê ganho com fim do acordo Boeing-Embraer

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Wikipedia

Segundo a Folha de S. Paulo deste domingo (26), o cancelamento da compra da Embraer (EMBR3) pela Boeing não é de todo ruim. Pelo menos não na visão da cúpula militar do governo.

Sem citar os nomes dos militares, a reportagem afirma que eles consideram a desistência uma oportunidade de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) rever a política de privatizações, já que consideram o setor de tecnologia aeroespacial estratégico para o país.

Apesar disso, eles se mostram contrários a qualquer plano de reestatização da empresa, que foi vendida em 1994.

Anúncio foi feito no sábado

A Boeing anunciou neste sábado (25) que encerrou suas tratativas de acordo para compra da área de jatos comerciais da Embraer, por US$ 4,2 bilhões.

Segundo o comunicado da fabricante de aeronaves americana, a companhia exerceu seu direito de rescisão depois que a Embraer não satisfez as condições necessárias.

“A Boeing trabalhou diligentemente ao longo de mais de dois anos para finalizar sua transação com a Embraer. Nos últimos meses, tivemos negociações produtivas, mas sem sucesso, sobre condições insatisfatórias do MTA (Master Transaction Agreement). Todos pretendíamos resolvê-los até a data inicial de término, mas não o fizemos”, afirmou Marc Allen, presidente da Embraer.