BRF (BRFS3), JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3) caem com dólar nas mínimas

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
1

Crédito: Photo by Chris Liverani on Unsplash

As ações de empresas exportadoras caem nesta manhã (21), acompanhando a baixa do dólar, que alcançou as cotações mínimas.

O movimento vai na contramão do Ibovespa que tinha a grande maioria dos papeis subindo nesta manhã. BRF (BRFS3) -0,22% (R$ 22,42); JBS (JBSS3) -1,43% (R$ 20,75); Minerva (BEE3) -1,29% (R$ 12,98); Marfrig (MRG3) -1,68% (R$ 12,84); Suzano (SUZB3) -1,861 (R$ 38,53); Klabin (KLBN11) -1,66% (R$ 19,52).

O pedido de apoio realizado pelo presidente Jair Bolsonaro aos governadores, para vetar o reajuste dos servidores públicos, impulsionou a queda do dólar.

Faça você mesmo o rebalanceamento de sua carteira de investimentos

Cabe destacar também a fala do presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, de que irá atuando forte no mercado cambial, o que influencia nas quedas recentes do dólar ante o real.

Às 13h40, a moeda estava cotada a R$ 5,6058, queda de 1,44%.

Segmento de proteínas

Recentemente, a XP Investimentos reajustou o preço-alvo de três companhias do segmento de proteínas. São elas: JBS, Marfrig e BRF, todas com recomendação de compra.

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

De acordo com a analista Betina Roxo, a primeira passou a R$ 35 por ação, a segunda a R$ 18 por ação e a terceira a R$ 30 por ação.

Betina elencou que estas empresas possuem margens mais voláteis em cenário ainda positivo, e bons resultados operacionais impulsionados pelas exportações.

A analista destacou o consumo de caixa no primeiro trimestre e impacto negativo do câmbio na dívida.

Para Betina, as empresas de proteínas no geral têm alta exposição da dívida em dólares e, portanto, a variação cambial tem efeito negativo no balanço.

Porém, vale observar que o impacto só é caixa no momento de pagamento da dívida, quando há marcação a mercado da dívida em questão.

As três empresas tiveram esse impacto não-caixa no primeiro trimestre, devido a forte alta do dólar.

Por outro lado, os pagamentos das dívidas se concentram no longo prazo. JBS possui 94% das dívidas no longo prazo, BRF 83% e Marfrig 75%.

LEIA MAIS

Ibovespa abre em alta, descolado do exterior

Dólar alto e ações baratas: o que é bom observar antes de comprar