Setor do Turismo já teve R$ 88 bilhões de prejuízo durante quarentena

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Reprodução / Ministério do Turismo

O turismo no Brasil sentiu demais o golpe da pandemia de coronavírus e já acumula perdas de R$ 88 bilhões desde o início da quarentena.

Segundo a CNC, as perdas do setor registraram R$ 13,38 bilhões em março e subiram para R$ 36,94 bilhões em abril, chegando a R$ 37,47 bilhões em maio, meses em que houve “uma paralisia quase completa do setor”.

Dúvidas sobre como investir? Consulte nosso Simulador de Investimentos

O relatório divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontou que o fechamento das fronteiras, o cancelamento de voos e os cuidados de isolamento social impactaram fortemente o setor.

De acordo com o relatório, considerando-se os 16 maiores aeroportos do Brasil – responsáveis por mais de 80% do fluxo de passageiros – as taxas de cancelamentos de voos nacionais e internacionais saltaram de uma média diária de 4% nos primeiros dias de março para 93% até ao final daquele mês.

Nos meses de abril e maio as quantidades de voos previstos sofreram reduções de 80% e 89%, respectivamente. Desse modo, a taxa de cancelamentos retornou a
níveis semelhantes aos da primeira quinzena de março.

 

Money Week 5ª Edição

5 Dias de Evento | 70 Autoridades do Mercado Financeiro | 20 Horas de Conteúdo

Rio de Janeiro e São Paulo, Estados que mais sofrem com a Covid-19 no Brasil, somam mais da metade do prejuízo do setor, com R$ 12,48 bilhões e R$ 31,77 bilhões, respectivamente.

“Os aeroportos desses dois estados registraram quedas de até 99% na oferta de transporte aéreo, em abril e maio. Esse ajuste ao novo patamar da demanda fez cair a taxa média de cancelamento nessas localidades, que chegou a superar 90% no fim de março”, explicou o economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes.

De acordo com Bentes, a quantidade de voos confirmados em todo o País seguiu próxima ao piso histórico, registrando recuos expressivos em relação ao período anterior à pandemia (-94% em abril e -92% em maio).

Demissões no turismo

A CNC prevê que o número de demissões no setor do turismo possa chegar a 727,8 mil até o fim do mês.

Segundo o órgão, apenas o subsetor de alojamento e alimentação fora do domicílio, responsável por 57% dos empregos no turismo, pode ter demitido 350 mil funcionários de março a maio.

Os benefícios de se ter um assessor de investimentos

Os dados foram projetados a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O Caged apontou a eliminação de 211,7 mil empregos formais em março e abril.

A CNC apontou que as ações já adotadas pelo governo federal na forma de Medidas Provisórias voltadas para a preservação do emprego “ajudaram a reduzir o impacto decorrente da queda expressiva do nível de atividade do setor”, mas não foram suficientes para preservar todos os empregos e empresas.

“Ainda não é possível detectar quando se dará a inflexão da atual tendência de perdas nas atividades que compõem o Turismo nacional”.

Planilha de ações: baixe e faça sua análise para investir