Setor de serviços cresce 0,7% em abril, acima da projeção de 0,6%; na base anual, alta é de 19,8%

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Em abril, o volume de serviços cresceu 0,7%, acima da projeção do mercado de 0,6%. Em março, houve recuo de 4%.

Na comparação com abril de 2020, o volume de serviços avançou 19,8%, segunda taxa positiva seguida e a mais intensa da série histórica, iniciada em janeiro de 2012. A expectativa era por 18,2%. A alta expressiva se explica pela baixa base de comparação, já que em abril do ano passado, o país vivia o início da pandemia.

Com o resultado, o setor recuperou uma pequena parte da queda registrada em março (-3,1%), mas ainda está 1,5% abaixo do patamar de fevereiro do ano passado, período pré-pandemia.

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Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.

No acumulado do ano, o setor cresceu 3,7%, interrompendo três quadrimestres seguidos de taxas negativas.

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Reprodução/IBGE

Resultados por setor

O resultado do setor em abril foi puxado por apenas duas das cinco atividades investigadas: informação e comunicação (2,5%), impulsionada pelos segmentos de tecnologia da informação e telecomunicações; e serviços prestados às famílias (9,3%), liderados, principalmente, pelos restaurantes.

“Esse resultado dos serviços prestados às famílias deve ser relativizado, já que em março eles caíram 28%, no momento em que houve decretos estaduais e municipais que restringiram o funcionamento de algumas atividades para controle da disseminação do vírus. Isso fez o consumo reduzir significativamente naquele mês, então em abril houve um crescimento maior por conta da base de comparação muito baixa”, analisa o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Entre as outras atividades, os serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 0,6%, segunda taxa negativa seguida no período março-abril (-2,0%).

Outros serviços também caíram 0,9%, eliminando pequena parte do ganho acumulado de 6,2% entre fevereiro e março. Já o setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio ficou estável (0,0%), após ter recuado 3,1% em março.

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Reprodução/IBGE

13 das 27 unidades têm aumento no volume de serviços

Regionalmente, 13 das 27 unidades da federação cresceram no volume de serviços em abril, frente ao mês anterior.

Entre os locais com taxas positivas, o impacto mais importante veio de São Paulo (0,5%), seguido por Distrito Federal (4,8%) e Paraná (1,5%).

Por outro lado, Minas Gerais (-1,0%) e Mato Grosso (-2,4%) registraram as principais retrações no período.