Setor de serviços cai 1% em fevereiro, aponta IBGE

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Ainda sem captar os efeitos da crise do coronavírus, o setor de serviços teve uma queda de 1% em fevereiro. O resultado é o pior desde julho de 2018, quando atingiu -3,1%.

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) foi divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A projeção do mercado era de crescimento de 0,1%. Em janeiro, a variação havia sido de 0,6%.

“Diferentemente do que se observava no final de 2019, mostrando um início de recuperação, há um grande predomínio de taxas negativas nos últimos meses”, comenta o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, acrescentando que este é o terceiro resultado negativo do setor em quatro meses.

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com fevereiro de 2019, o volume de serviços avançou 0,7%. No acumulado no ano houve alta de 1,2% frente a igual período do ano anterior.

Registraram recuo os serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,9%) e de informação e comunicação (-0,5%), com o primeiro acumulando uma perda de 3,0% nos últimos três meses; e o segundo registrando queda de 1,3% nos dois meses iniciais de 2020.

O outro setor que também apontou resultado negativo em fevereiro foram os serviços prestados às famílias (-0,1%). Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,4%) e outros serviços (0,2%) tiveram taxas positivas.

Regionalmente, Minas e São Paulo tiveram maiores quedas

Regionalmente, 16 das 27 unidades da federação assinalaram retração no volume dos serviços em fevereiro de 2020, na comparação com janeiro.

Entre os locais que apontaram resultados negativos nesse mês, destaque para São Paulo (-0,6%) e Minas Gerais (-1,8%).

Em contrapartida, os principais impactos positivos em termos regionais vieram do Rio de Janeiro (1,2%) e do Rio Grande do Sul (1,7%).

Na comparação com igual mês de 2019, o avanço do volume de serviços no Brasil (0,7%) foi acompanhado por 15 das 27 unidades da federação. A principal contribuição positiva ficou com Rio de Janeiro (3,4%), seguido por São Paulo (0,7%) e Distrito Federal (4,8%).

Por outro lado, as influências negativas mais importantes para a formação do índice global vieram de Minas Gerais (-2,4%), do Rio Grande do Sul (-2,6%) e da Bahia (-3,7%).

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