Setor de serviços avança 2,6% em novembro, acima da projeção

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: Reprodução/Agência Brasil

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aponta que houve aumento de 2,6% no setor em novembro de 2020, superando a projeção de 2,1% do mercado.

Esta é a sexta taxa positiva seguida, gerando um ganho acumulado de 19,2%.

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com novembro de 2019, o volume de serviços recuou 4,8% em novembro de 2020, nona taxa negativa seguida.

No acumulado do ano, o volume de serviços caiu 8,3% frente a igual período de 2019. O acumulado nos últimos doze meses (7,4%) manteve a trajetória descendente iniciada em janeiro (1,0%) e apontou o resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica, iniciada para esse índice, em dezembro de 2012.

Pesquisa Mensal de Serviços

Reprodução/IBGE

Pesquisa Mensal de Serviços: principais destaques

Os destaques foram para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,4%), serviços prestados às famílias (8,2%) e profissionais, administrativos e complementares (2,5%). Sendo que os dois primeiros setores foram os mais afetados pela pandemia.

Os transportes, com a sétima alta seguida, já acumulam ganho de 26,7% entre maio e novembro. Mas ainda necessitam avançar 5,4% para voltar ao nível de fevereiro.

Os serviços prestados às famílias registraram a quarta alta seguida. E acumulam ganho de 98,8% nos últimos sete meses. No entanto, ainda precisam crescer 34,2% para retornar ao patamar de fevereiro.

Já os serviços profissionais, administrativos e complementares chegaram a um ganho de 9,5% de junho a novembro. Isto após caírem 16,8% entre fevereiro e maio.

Os demais avanços vieram dos serviços de informação e comunicação (0,5%). E de outros serviços (0,5%). A primeira atividade acumula um ganho de 4,6% de setembro a novembro. E a última volta a subir, após ter recuado 3,9% em outubro.

Ambos são os únicos setores que já superaram o nível de fevereiro, impulsionados pelos bons desempenhos dos segmentos de tecnologia da informação; e dos serviços financeiros auxiliares, respectivamente.

Crescimento por região

Regionalmente, a maior parte (19) das 27 unidades da federação assinalou expansão no volume de serviços.

São Paulo (3,2%) exerceu o avanço mais importante.

Outras contribuições positivas relevantes vieram de Minas Gerais, (2,8%), do Rio de Janeiro (1,3%), do Rio Grande do Sul (3,2%), de Pernambuco (5,2%) e do Paraná (2,1%). Já a principal retração foi do Distrito Federal (-9,9%).