Setor de seguros fatura R$ 220,6 bilhões em 10 meses

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

O setor de seguros no Brasil teve um crescimento considerável nos primeiros 10 meses de 2019. A receita do setor cresceu, no acumulado janeiro a outubro, 12,6%. O faturamento foi de R$ 220,6 bilhões, excluindo a saúde suplementar e o seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores Terrestres (Dpvat). De novembro de 2018 e outubro de 2019, a expansão foi de 10,3%.

O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), Márcio Coriolano, afirmou que os meses de novembro e dezembro, historicamente, são característicos de um crescimento maior do seguro Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Até outubro, o setor registrou alta de 18,7%. Isso fez com que a expansão do setor este ano ultrapassasse os dois dígitos.

“Uma base maior de pessoas está comprando planos VGBL. Há, sim, um efeito da aprovação da reforma da Previdência”, admitiu.

Segundo Marcio Coriolano, o crescimento do mercado segurador brasileiro este ano, como ocorreu em 2018, não foi homogêneo. O setor de seguros automotivos cresceu só 0,41%, até outubro. Isso devido à produção menor de automóveis, à queda da renda média do trabalhador, ao aumento do transporte de aplicativos ou “uberização”, entre outros fatores. Já os seguros de danos e responsabilidades, que incluem automóveis, cresceram 5,4% em dez meses.

 

Seguros pessoais

Os planos de risco, que envolvem cobertura para casos de morte, invalidez e doenças, e os seguros do tipo prestamista, que garantem a quitação de uma dívida ou de planos de financiamento do segurado no caso de sua morte ou invalidez, acumularam R$ 36 bilhões em prêmios até outubro. O valor superou pela primeira vez os prêmios do seguro de automóveis, que foram de R$ 29 bilhões.

“Isso é inédito na história do setor de seguros”, disse Coriolano. Segundo ele, isso mostra que as pessoas estão querendo se proteger cada vez mais de sinistros que podem afetar famílias.

“A maior procura pelos seguros de pessoas é um sinal de amadurecimento maior da população, mormente que a preferência por esse tipo de seguros está acontecendo em um momento de fragilidade do país, com desemprego alto, queda ainda do rendimento médio que as pesquisas mostram”, disse.

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Com a melhoria da renda dos brasileiros, Coriolano disse que a expectativa é de elevação da capacidade da população comprar seguros de responsabilidade civil.

A CNSeg elaborou dois cenários para 2020. No cenário mais pessimista, a entidade está projetando expansão para o setor de 6,7%. Já no cenário otimista, o aumento deverá superar 13,4%. “O cenário otimista já é superior ao que a gente está projetando para este ano de 2019, 10,3%”.