Setor aéreo: empresas temem que “pior ano” siga em 2021

Paulo Amaral
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Foto: O colapso do setor aéreo mundial remodelará uma indústria trilionária

Depois de passar por um 2020 cheio de apuros por causa da pandemia, as empresas do setor aéreo já estão em alerta para o que pode acontecer em 2021.

De acordo com matéria publicada pelo Estadão Conteúdo, após iniciarem o ano passado com altas expectativas, principalmente pela saída da Avianca Brasil do mercado, os executivos do setor, agora, temem que o pior cenário da história continue em 2021.

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A Azul, por exemplo, tinha a expectativa de aumentar seus voos em 20%, enquanto Gol e Latam, entre 6% e 9%. A chegada da Covid-19 e das medidas de distanciamento social, no entanto, fizeram o setor ter o pior ano da História, com a queda na demanda atingindoa 94,5% no pior momento.

“No pré-covid, as coisas estavam indo super bem. Os voos estavam cheios. Seria um ano recorde para nós. Aí, de repente, tudo parou”, lembrou o presidente da Azul, John Rodgerson.

O temor que assombra o setor aéreo em 2021

A virada do ano não significa, necessariamente, que as coisas irão melhorar rapidamente para o setor aéreo. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o total de passageiros no mercado doméstico em outubro era metade do registrado um ano antes.

“A crise cria uma deseconomia de escala. Voos que tinham um certo número de passageiros acabam não sendo mais viáveis. As empresas vão sair menores depois disso tudo. O mercado não vai se recuperar totalmente”, opinou André Castellini, sócio da consultoria Bain & Company e especialista no setor.

As empresas do setor aéreo de fora do Brasil também sofrem e estimam que a recuperação total só deve ocorrer daqui a quatro anos.

“Entre 25% e 35% da demanda de negócios deve acabar porque o setor vai perder uma parte não desprezível da demanda no pós-pandemia por causa das soluções de videoconferência. Mas esse número ainda é impreciso”, acrescentou Castellini.

Por conta disso tudo, as empresas do setor não acreditam que o pior ano da história tenha se encerrado com a virada. Mesmo com uma pequena recuperação na demanda desde setembro, a posição é de que elas não respirarão tranquilas enquanto a população não estiver vacinada. Segundo os executivos, “a saída dessa crise pode ser tão complexa quanto o início dela”.

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