Serviços em queda: o que este cenário diz para o investidor?

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: Reprodução/Pexels

O setor de serviços caiu 1% no mês de fevereiro no Brasil, segundo divulgou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em sua Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Mas o que isso tem a dizer para o investidor?

O primeiro ponto é analisar o que este indicador influencia na vida de quem tem investimentos.

Confira também: resultado da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS)

Turismo: segmento mais atingido de serviços, perdeu US$ 14 bilhões só em março

Como o resultado da PMS infuencia a sua vida?

O setor de serviços corresponde a aproximadamente 75% da soma de todos os bens e serviços que compõem o Produto Interno Bruto (PIB), então, ficar de olho nos resultados do setor é relevante.

Mas, além disso, é preciso observar que o resultado apresentado teve redução em relação ao mês anterior (o indicador ficou em 0,6% em janeiro) e foi a maior queda registrada em dois anos (foi o pior resultado desde julho de 2018). Ainda assim, ele pouco diz sobre os desdobramentos da crise econômica decorrente da expansão do coronavírus.

“O resultado de fevereiro reflete muito pouco o choque entre demanda e oferta global causado pela pandemia do novo coronavírus”, afirma Filipe Teixeira, colunista da Eu Quero Investir.

“Este resultado mostrou, por exemplo, uma redução de apenas 0,3% nas atividades turísticas. Logo, o real impacto das medidas de isolamento e distanciamento social só serão melhor dimensionados na próxima leitura, que terá consolidado o mês de março, até aqui o mais afetado”, avalia. Vale lembrar que o setor de turismo foi um dos primeiros e mais impactados segmentos da economia em todo o mundo.

ta-e-ai

Para o investidor, vale o alerta de que a crise ainda não se apresentou completamente. E, neste caso de volatilidade, todo cuidado é pouco.

“A recuperação gradual do mercado acionário, em especial nesta última semana, não elimina o caráter disfuncional e extremamente volátil do mesmo. Portanto, muito cuidado para não gerar expectativas de que a crise já tenha sido superada”, alerta Teixeira.

Segundo ele, a recomendação varia muito em função dos prazos estabelecidos pelo investidor.

Para quem visualiza cenários de três, quatro ou cinco anos, há excelentes oportunidades em ativos que, hoje, apresentam-se depreciados e que, certamente, vão se recuperar (lembre que a crise pode demorar, mas ela vai acabar!).

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil

Já para quem quer atuar a curto prazo, a atenção deve ser redobrada. “Muito cuidado especialmente em estratégias de swing trade”, ressalta, pedindo calma aos investidores que gostam dos movimentos rápidos de especulação na bolsa.