Série Certificações: PQO ― Programa de Qualificação Operacional

Ronaldo Araújo
Engenheiro e Agente Autônomo de Investimentos, hoje me dedico a divulgar ensinamentos sobre como funciona a Previdência Privada. Acredito que com mais conhecimento é possível fazer melhores escolhas para a formação do patrimônio de longo prazo. Para saber mais acesse www.ronaldoaraujo.com.br
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O ambiente de negócios da bolsa de valores brasileira é complexo e envolve muito dinheiro. Para garantir que os profissionais que nela atuam estejam de acordo com elevados padrões de qualidade, a B3 criou em 2006 o PQO, um programa de qualificação para quem atua em bolsa.

Este artigo fala melhor dessa certificação e faz parte de uma série de artigos que publicaremos, com foco na formação dos agentes do mercado.

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Ao ler o texto, você entenderá o que é esse programa. Saberá qual foi a motivação para sua criação e conhecerá como se dá o exame de qualificação.

Aproveite e faça uma boa leitura!

O que é o Programa de Qualificação Operacional ― PQO?

O programa foi criado em 2006 pela Bolsa de Valores brasileira (já que só existe uma). Na época, ainda era chamada de Bolsa de Mercadorias e Futuros ― BM&FBovespa, mas hoje é denominada B3. A certificação PQO faz parte, portanto, de um conjunto de medidas para aperfeiçoar o nível dos profissionais que trabalham em algum segmento relacionado à operação em bolsa de valores.

O exame não é obrigatório para ninguém, nem tampouco para atuar em alguma função no mercado financeiro. Ela serve como aprimoramento de habilidades e serve de atestado de capacidade técnica profissional. Além disso, deve ser renovado a cada 5 anos, o que garante um processo de aperfeiçoamento contínuo. Atualmente, mais de 120 instituições financeiras mantém o programa, sendo responsável pela qualificação de 12 mil profissionais aproximadamente.

O que motivou a criação do PQO?

A B3 criou o programa em 2006 com o intuito de ter parâmetros para qualificar os profissionais que lidam com o mercado financeiro intermediando as negociações que ocorrem em seu ambiente. Dessa forma, a expectativa sempre foi a de melhorar a prestação dos serviços ao cliente final, com o cumprimento de requisitos mínimos de atuação.

Para identificar as instituições que aderiram ao programa e que o colocaram em prática, a B3 lançou um selo chamado de PQO. Ele serve para atestar que determinada corretora atende aos padrões pré estabelecidos e que cobra de seus profissionais a aderência ao programa. Conforme a Bolsa, essa é uma forma eficiente de elevar os padrões dos profissionais que atuam em mercado de bolsa.

Como funciona a certificação?

Quem deseja realizar a prova deve se deslocar até a cidade do Rio de Janeiro ou São Paulo. O exame é feito de modo computadorizado e a prova é composta de 60 questões para a certificação e de 30 questões se for de recertificação. Em ambos os casos as perguntas são de múltipla escolha e é preciso acertar o mínimo de 60%. A prova inicial tem o valor de R$ 278,00 por inscrição e dura 3 horas.

Existem diversas subdivisões nas quais um profissional pode prestar a prova do exame PQO. Uma delas é o PQO Operações e é destinada aos profissionais que intermediam operações de compra e venda de ativos na B3. Enquanto o PQO Compliance é voltado para quem trabalha com o controle de procedimentos internos em corretoras e visam o combate à irregularidades no mercado financeiro, como lavagem de dinheiro e clientes fantasmas.

Há também o PQO Risco que deve ser prestado por quem exerce a função de controle de risco, como as chamadas de margem nos mercados futuros. O PQO Comercial destina-se a profissionais que distribuem produtos de investimentos e o PQO Back Office se aplica aos responsáveis por operações de registro e liquidação de operações.

A iniciativa da bolsa de valores brasileira em qualificar melhor os profissionais rende bons frutos até hoje. O programa PQO é eficiente em seu objetivo, separando os exames por área de atuação. É mais uma ação salutar na busca por elevar os padrões de qualidade do mercado financeiro praticado no Brasil.