Serasa Experian: pedidos de recuperação judicial caem 7% em agosto

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Divulgação / AcidadeOn

Os pedidos de recuperação judicial registraram queda de 7% em agosto deste ano em relação ao mesmo mês do ano anterior, passando de 142 para 132, de acordo com o Indicador de Falências e Recuperação Judicial da Serasa Experian.

Desde abril, essa é a quinta queda consecutiva anual do índice em 2020. Em relação a julho, a retração foi de 2,2%, informa a Agência Brasil.

Grandes empresas: redução de 25%, segundo a Serasa Experian

As grandes empresas tiveram uma redução de 25% nos pedidos de recuperação judicial em agosto e as médias tiveram queda de 20,8%.

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Já as micro e pequenas empresas tiveram alta de 1% no número de pedidos de recuperação judicial.

Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, os negócios de maior porte estão se recuperando com mais rapidez diante da retomada das atividades comerciais e de serviço porque têm maior fôlego de capital de giro.

Além disso, o economista avalia que as renegociações entre credores e devedores continuam sendo o principal fator para contribuição da queda do índice.

Linhas de crédito

“É essencial que, além de fazer o bom uso das linhas de crédito, os empresários saibam como administrar renegociações de prazos, para não cair no endividamento e, por consequência, ficar com o nome sujo”, disse Rabi.

“Em cenários econômicos como o que temos visto, desde o começo das medidas de distanciamento social, as negociações passaram a ser mais interessantes, tanto para as empresas como para fornecedores e parceiros”, acrescenta.

Em agosto, os pedidos de falências também tiveram queda (18,4%), passando de 125 para 102, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

*Com Agência Brasil

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