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Será o fim do ciclo de altas no preço da gasolina?

A Petrobrás anunciou, recentemente, reduções no preço do combustível nas refinarias, mas o consumidor ainda não consegue sentir os reflexos no bolso.

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Crédito da imagem: Arquivo/Revista Quatro Rodas

O preço da gasolina disparou nos últimos 12 meses. Isso é o que aponta um levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), pois, segundo o órgão, o preço médio do combustível em todo o país subiu 22% nesse período. Somente em setembro, o preço da gasolina nas refinarias, definido pela Petrobras, teve alta de 7%.

Esse aumento de preços também possui reflexos nos preços de outros combustíveis como o diesel, o querosene de aviação, o gás de cozinha e todos os demais derivados de petróleo comercializados pelas refinarias do país

Em meio a esse cenário, o consumidor não tem outra alternativa a não ser questionar: “até quando e até onde vão esses aumentos?”.

Hoje há razões para se acreditar que essa escalada nos preços tenha chegado ao fim.

Na última segunda-feira (22), a Petrobras fez um anúncio de que o preço da gasolina seria reduzido em 2%, algo que também acontecem três dias antes desse anúncio. Vale lembrar que essa redução de preços é no âmbito das refinarias, porém nem toda essa redução chega até o consumidor.

A oscilação no preço da gasolina é determinada principalmente por três fatores: o primeiro é a cotação do petróleo no mercado internacional, indicador que também serve de referência para o reajuste do preço no Brasil. O segundo é a variação do dólar e o terceiro é o preço do álcool, combustível que é misturado à gasolina e que possui valores que variam de acordo com os ciclos de safra e entressafra, além da produtividade apurada nas lavouras de cana-de-açúcar.

Outro fator que também pode influenciar o preço da gasolina é o preço do açúcar no mercado internacional. Ou seja, se o preço do açúcar sobe muito, então as usinas passam a produzir mais açúcar com a cana que está disponível e, consequentemente, reduzem a matéria-prima disponível para produzir álcool. Logo, com uma menor oferta do combustível no mercado, os preços tendem a subir.

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Crédito da imagem: Assessoria de Imprensa/Petrobras

No ano de 2016, o preço do petróleo no mercado mundial chegou a ser cotado abaixo de US$ 30 o barril. Quando isso ocorreu, os países da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), cartel formado pelos países exportadores de petróleo, concordaram em reduzir a produção e isso fez o preço subir no mercado. Assim, cerca de dois anos depois, o preço do barril havia mais que dobrado no mercado internacional e ultrapassou os US$ 80 o barril.

Confira abaixo, com mais profundidade, os principais fatores que influenciam na variação do preço da gasolina para o consumidor brasileiro.

Petróleo

Nas últimas semanas o preço do petróleo (tipo brent, praça de Londres) vem caindo no mercado internacional. O valor ainda está dentro do patamar dos US$ 80 dólares o barril, acima dos US$ 57 que eram cobrados no ano passado. Contudo, nada indica que esse preço irá subir mais do que o valor atual, isso considerado as condições de oferta e demanda do mercado mundial.

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Dólar

Em 2018, o que mais pesou no preço da gasolina e dos demais derivados do petróleo para os brasileiros foi o dólar, pois a moeda norte-americana apresentou uma forte valorização frente ao real.

As incertezas na economia brasileira, geradas por conta de um complicado processo eleitora, acabaram provocando a alta do dólar, que chegou a patamares altíssimos, sendo comercializado por aproximadamente R$ 4,20. Contudo, essa situação já se encontra mais controlada e toda essa pressão já está se dissipando. É que mostra o gráfico abaixo:

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Álcool

Outro fator importante que interfere no preço da gasolina é o preço do álcool nas usinas brasileiras. Nesse ano, as variações de preço seguem o ciclo normal de safra e entressafra. No mês de agosto, o valor cobrado pelo litro do álcool caiu ao seu nível mínimo no ano, sendo comercializado nas usinas de São Paulo por R$ 1,41. Contudo, esse valor voltou a subir em outubro, fruto da finalização da safra da cana-de-açúcar.

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Késia Rodrigues - Colaboradora Independente

Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por literatura, viagens, tecnologia e finanças.

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