Ser (SEER3) decide receber multa de R$ 180 milhões de Ânima (ANIM3)

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Divulgação/Ser

A Ser Educacional (SEER3) informou em fato relevante nesta quarta-feira (4) que decidiu exercer o direito de receber em dinheiro a multa de R$ 180 milhões pelo “go shop”, prevista no contrato firmado com a Ânima (ANIM3) pelos ativos da Laureate no Brasil.

A opção, desta forma, exclui a possibilidade de a companhia receber neste momento, em dação em pagamento, o direito à propriedade futura das Instituições Faculdade Internacional da Paraíba (FPB) e Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG).

A companhia, no entanto, afirmou que se reservou o direito de exercer sua opção de compra dessas mesmas escolas por R$ 180 milhões, que pode ser exercida em 60 dias a partir da última quinta-feira (29), prorrogável por mais 15 dias.

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Às 10h50, as ações das duas companhias estavam em alta na bolsa, de 1,42% (ANIM3) e 0,91% (SEER3).

A Ser ainda tem opções de compra do Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter), do Centro Universitário FADERGS; e do Centro Universitário Hermínio da Silveira. Da mesma forma, as opções têm como prazo para serem exercidas 60 dias a partir da última quinta-feira (29), prorrogável por mais 15 dias.

Essas condições estavam previstas no acordo que a Ser fechou com a Ânima para encerrar a disputa que travavam pelos ativos da Laureate no Brasil. O acerto possibilitou que a Ânima concluísse o negócio de aquisição com a norte-americana, por R$ 4,4 bilhões, conforme anunciado na segunda-feira.

A Ser tinha dado o lance inicial pela rede de escolas, em setembro, mas o contrato permitia o recebimento de propostas de terceiros, o que acabou acontecendo. A Laureate considerou superior a proposta da Ânima.

Ao fechar o negócio com a Laureate, a Ânima expandirá sua presença para mercados que correspondem atualmente a 75% do total de matrículas no ensino superior brasileiro. O negócio também representa, para a companhia, a possibilidade de atuação em geografias complementares.

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