Queda recorde: sentimento do consumidor cai 17,3 pontos nos EUA

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A crise decorrente da pandemia de coronavírus fez o Índice de Sentimento do Consumidor, divulgado nesta sexta (24) pela Universidade de Michigan, ter um recuo recorde em abril.

O indicador caiu 17,3 pontos. Este foi o maior declínio já ocorrido em um mês em 50 anos, de acordo com os pesquisadores.

Nos últimos dois meses, houve queda de 29,2 pontos no índice. Esta também é a maior queda mensal consecutiva já registrada.

O índice de expectativas caiu para 70,1, ante 79,7 em março, e 92,1 em fevereiro.

O Índice de Condições Atuais registrou as maiores perdas, caindo para 74,3 em abril. Foi de 103,7 em março e de 114,8 em fevereiro.

A maior queda na avaliação das condições atuais se deve, segundo os pesquisadores, à percepção de que o coronavírus é transitório e deve ser solucionado nos próximos meses.

A Universidade de Michigan salienta que a economia já está em recessão. E que a desaceleração econômica pode persistir até o início de 2021.

Crise nos EUA

O cenário de desemprego impacta diretamente no sentimento econômico dos consumidores. Ele foi utilizado como a principal justificativa dos entrevistados para a pesquisa para o recuo de confiança.

O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou ontem (23) que, devido à crise do coronavírus, mais de 26 milhões de pedidos de seguro-desemprego já foram feitos no período de aproximadamente um mês.

Uma pesquisa do instituto Gallup, divulgada na quarta-feira (22), revelou que um quarto dos trabalhadores dos EUA acredita que é muito ou bastante provável perder o emprego nos próximos 12 meses.

A pesquisa foi realizada de 1 a 14 de abril.