Senadora democrata quer investigar casos de corrupção no governo Trump

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).
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Crédito: Foto: Fotos públicas

A senadora Democrata por Massachusetts, Elizabeth Warren, declarou nesta terça-feira (21) que criaria uma força-tarefa independente no Departamento de Justiça para investigar a corrupção de funcionários no governo Trump.

Em seu perfil no Twitter, a senadora revelou que o seu objetivo, se chegar à Casa Branca, é resgatar a “integridade e competência” do governo federal.

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“Se queremos avançar para restaurar a confiança no público no governo e impedir futuras irregularidades, não podemos simplesmente varrer a corrupção para baixo do tapete em um governo novo”, disse Warren.

As declarações da democrata tiveram como base o relatório de um grupo independente, chamado Citizens for Responsability an Ethics in Washington” (Cidadãos pela Responsabilidade e Ética em Washington, em tradução direta).

De acordo com a parlamentar, o documento apresentado pelo grupo revela corrupção “sem precedentes” no governo de Donald Trump que, além de envolver funcionários, também indica a participação de membros da família do atual presidente dos EUA.

“É por isso que instruirei o Departamento de Justiça a estabelecer uma força-tarefa para investigar violações por funcionários do governo Trump de leis federais de suborno, leis de abuso de informação privilegiado e outras leis anticorrupção e de integridade pública, e darei a essa força-tarefa autoridade para perseguir quaisquer violações criminais e civis comprovadas”, escreveu Warren.

Disputa presidencial

Nas primárias do Partido Democrata, Elizabeth Warren está, atualmente, em terceiro lugar, atrás de Joe Biden e Bernie Sanders, na disputa pela indicação de seu nome como a candidata democrata à presidência.

O combate à corrupção é uma das principais plataformas do plano presidencial de Warren, entre elas, a senadora apresentou algumas:

– Peça a renúncia de todos os indicados políticos, incluindo advogados dos EUA, com exceções à segurança e continuidade nacionais.
– Acabar com os contratos federais que o governo celebrou “como resultado de corrupção no governo Trump”
– Anuncie suas escolhas de gabinete até 1º de dezembro e outras indicações importantes até o meio desse mês.
– Recuse-se a contratar lobistas atuais ou qualquer pessoa que atuou como lobista corporativo nos últimos seis anos, sem exceções.

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