Semana traz decisão do Copom sobre juros e balanços

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Após o anúncio do corte de juros neste domingo (15) pelo Federal Reserve, as apostas se ampliam para a redução da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece nesta semana.

A decisão do banco central americano acontece em meio às preocupações globais em relação aos impactos do coronavírus sobre a economia global.

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Estão previstas para esta semana uma bateria de divulgação de resultados corporativos, com destaques para Braskem (BRKM3, BRKM5 e BRKM6), C&A Modas (CEAB3), Cyrela (CYRE3), Tenda (TEND3), Copel (CPLE3 e CPLE6) e Eztec (EZTC3).

Veja abaixo os destaques da semana:

Segunda-feira

Na segunda-feira, 16, o G7, que reúne as maiores economias do mundo, faz uma reunião extraordinária por teleconferência para discutir uma resposta à pandemia do coronavírus. A reunião foi confirmada via Twitter pelo presidente da França, Emmanuel Macron.

“Concordamos em organizar uma videoconferência extraordinária na segunda-feira sobre a Covid-19. Vamos coordenar os esforços de pesquisa para vacina e tratamento, e trabalhar uma resposta financeira e econômica”, disse ele.

No Brasil, tem divulgação do Boletim Focus, do Banco Central. Ele deve sinalizar uma alteração na expectativa do mercado quanto à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic.

Até o início da semana passada, a maioria das 100 instituições financeiras consultadas pelo Boletim previa a manutenção da taxa. No entanto, com a alta do dólar e as fortes quedas do Ibovespa, as expectativas podem mudar.

Tem ainda Balança Comercial semanal e balanços das empresas Eletropaulo (ELPL3), Log-In (LOGN3), Metal Leve (LEVE3) e Metalfrio (FRIO3).

Terça-feira

Na terça, 17, tem divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com a variação de preços da última quadrissemana.

Tem também balanços de Alliar (AALR3), Copel (CPLE3 e CPLE6), Eztec (EZTC3) e Profarma (PFRM3).

O Copom inicia seus dois dias de reunião, mas é na quarta que a notícia mais aguardada chega.

Quarta-feira

Na quarta, 18, será anunciada a decisão de política monetária do Brasil. Os analistas projetam um corte de, ao menos, 0,25 ponto percentual – a taxa, atualmente, é de 4,25% ao ano.

Com o avanço do coronavírus e a instabilidade do mercado financeiro, pode ser que o Comitê opte até mesmo por um corte de maior magnitude.

Antes da decisão extraordinária do Fed, deste domingo, estava programada a reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), que foi antecipada.

No corporativo, Biotoscana (GBIO33), Mills (MILS3), Rossi Residencial (RSID3) e Tecnisa (TCSA3) reportam resultados.

Quinta-feira

Na quinta-feira, 19, tem divulgação de dados de emprego nos EUA. No Brasil, balanços de BR Pharma (BPHA3), Bradespar (BRAP3 e BRAP4), Braskem (BRKM3, BRKM5 e BRKM6), C&A Modas (CEAB3), Cyrela (CYRE3), Equatorial (EQTL3), Liq (LIQO3), Lupatech (LUPA3) e Tenda (TEND3).

Sexta-feira

Na sexta, Portobello (PTBL3) reporta seus lucros.

Última semana foi de fortes emoções nos mercados

Na última quarta-feira, 11, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o coronavírus já configura uma pandemia.

Na sequência, o preço do petróleo despencou depois que Arábia Saudita e Rússia não entraram em acordo sobre novos cortes de produção de barris, causando um racha na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A Arábia Saudita resolveu por si só baixar o valor do barril, dando início a uma guerra de preços.

Não bastasse o caos, Donald Trump anunciou uma restrição de voos da Europa para os Estados Unidos, levando os mercados europeus a baixas históricas. E, na sequência, anunciou estado de emergência nacional no país, o que libera até US$ 50 bilhões em recursos para ajudar na crise.

No Brasil, o Ibovespa precisou acionar por quatro vezes o circuit breaker, mecanismo ao qual se recorre sempre que a bolsa cai mais de 10% em relação ao pregão anterior.

No campo político, o domingo, 15, foi marcado por manifestações de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O presidente chegou a pedir para os manifestantes ficarem em casa devido ao surto de Covid-19. Mesmo assim, eles foram às ruas demonstrar insatisfação com Câmara dos Deputados, Senado e Supremo Tribunal Federal.

Sobrou até para o coronavírus, que foi chamado de fake news. Na opinião de alguns manifestantes, o vírus não passa de uma invenção para abalar governos e mercados.

No entanto, até Jair Bolsonaro, que sempre minimizou a pandemia, chamando-a de “fantasia da grande mídia”, teve que fazer teste para o vírus, depois que parte de sua equipe foi contaminada em evento nos Estados Unidos.

O resultado deu negativo, mas ele segue em quarentena e precisará de mais testes.

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