Semana decisiva para os juros pode renovar máximas

Filipe Teixeira
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Crédito: ALEJANDRO PAGNI / AFP

Alguns Bancos Centrais definem suas taxas de juros nesta semana.

Bateu e veio defender

Na última Sexta-feira (25) o Ibovespa começou bem o dia, mostrando sinais de força, chegando a fazer nova máxima (108.083 pontos), fechando o dia com 0,35% de alta nos 107.363 pontos. O volume financeiro da sessão foi de 17,48 bilhões de reais. Na semana o índice acumula alta 2,52%, e no ano o índice acumula alta de 22.16%.

O índice nessa sexta, renovou nova máxima histórica, mas acabou devolvendo a alta, chegando perto de negativar durante o dia. O Ibovespa fechou na região dos 107 mil pontos acima da região do último topo histórico dos 106.650. Perdendo essa região, o índice tem suportes nos 106.000 e 104.850, resistências ficam em 110.000 e 115.000 pontos.

Bolsas de NY perto das máximas

Sob forte expectativa de um novo corte de 25 pontos (aposta de 93,5% dos analistas) na reunião do FED que ocorre na quarta feira, as bolsas de NY abrem a semana muito próximas de seu topo histórico: O S&P está a 0,10% de seu recorde, o Dow Jones a 1,48% e a Nasdaq só precisa de 1,05% para melhorar sua marca histórica.

A iminência de um acordo parcial, o que está sendo chamado de Fase I, na Trade War, sustenta este otimismo, apesar dos últimos indicadores econômicos, em destaque os número da indústria e dos serviços, não terem animado.

Por aqui, COPOM e avanços na Reforma Administrativa

Também na quarta-feira, como tem sido de praxe, o COPOM deve confirmar o que o mercado já vem precificando há algum tempo: Um novo corte de 50 pontos base, o penúltimo do ano.

A semana deve marcar também, avanços na Reforma Administrativa. O jornal o Estado, apurou que o ministro Paulo Guedes deve sugerir três propostas de emenda à constituição, com o objetivo de colocar em ordem a governança fiscal no setor público.

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Estão previstas alterações no reajuste dos salários e gatilhos que permitirão um pedido de socorro de Estados em grave situação fiscal, o que permitiria entre outras coisas, o congelamento de salários.

Também devem ser sugeridas, mudanças na estabilidade de servidores que ingressarem no serviço público após a Reforma Administrativa: O trabalhador precisará de no mínimo 3 anos de serviços antes de ser efetivado.

Eleição argentina

Ao contrário do que fez durante sua visita aos países asiáticos, muitos deles governados pela “esquerdalha”, o presidente Bolsonaro mais uma vez demonstrou sua contrariedade para com a escolha democrática do povo argentino ao afirmar que “a Argentina escolheu mal e que não irá parabenizar o presidente eleito.”

E o presidente eleito, o peronista Alberto Fernández, fez questão de parabenizar o expresidente Lula, com uma foto em suas redes sociais, afirmando que o mesmo encontra-se preso injustamente.

A julgar pela hostilidade de ambos em reconhecer o resultado democrático obtido nas urnas, não é de se estranhar que as relações comerciais possam sofrer impactos ainda piores. De janeiro a setembro, a Argentina já perdeu o posto de terceira maior parceira comercial do Brasil: As exportações de veículos de carga, por exemplo, já caíram 69,5% em 2019.

Brexit

Mesmo com o prazo encerrando na quinta-feira, não se deve verificar uma solução para a saída do Reino Unido da União Europeia nesta semana. Os deputados votam hoje, o pedido do primeiro-ministro, Boris Johnson, para a convocação de eleições gerais em dezembro, o que deve ser aceito pela oposição. A data mais comentada por lá, é a de 09 de dezembro.

Indicadores importantes

Na quarta-feira, horas antes da decisão do FED, conheceremos os dados referentes ao PIB americano do terceiro trimestre. O payroll de outubro sai na sexta-feira junto com os dados da indústria, o PMI Markit Industrial e o índice nacional ISM.

Na quinta-feira conheceremos os níveis de inflação na zona do euro (CPI) e na sexta-feira, o mesmo dado, desta vez da maior economia do velho continente, a Alemanha.

Da China, teremos a leitura do PMI industrial na quarta-feira e o mesmo dado, emitido pelo setor privado (Caixin), na quinta-feira.

No Japão, além da decisão de seu banco central para a taxa de juros, na virada de quarta para quinta-feira, também teremos a divulgação de seus números relativos ao setor industrial, na quinta-feira.

No Brasil, fica tudo para depois do COPOM: A produção industrial de setembro e os dados de venda de veículos serão conhecidos na sexta-feira, juntamente com os dados da balança comercial e do IPC-S. Na quarta-feira, conheceremos a prévia do IGP-M.