Sem Bolsonaro, PSL prepara “reposicionamento político” para eleições municipais

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.

Crédito: Agência Brasil

A saída da família Bolsonaro do PSL mudou a estratégia do partido para as eleições municipais de 2020. A ideia é fazer um reposicionamento político para não ficar “órfão” de seus ex-membros, agora às vias de se juntarem à legenda Aliança pelo Brasil, que ainda precisa de aprovação para ser confirmada.

Luciano Bivar, presidente e fundador do PSL, acredita que o partido deva ter sua bancada de deputados reduzida de 53 para 30 parlamentares com a dissidência, algo que não afetaria o tempo de TV do PSL na campanha e nem o fundo de R$ 358 milhões que terá para gastar nas eleições 2020.

Calculado em cima da bancada eleita em 2018, o PSL tem direito a R$ 245 milhões referentes ao fundo eleitoral e mais R$ 113 milhões do fundo partidário. O alto ativo faz a chapa ser cobiçada, e há até a possibilidade de uma co-ligação com o PSDB para a disputa da Prefeitura de São Paulo.

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João Doria, governador do Estado, defende a ideia de que uma chapa formada por Bruno Covas, atual prefeito, e Joice Hasselmann, deputada federal, é perfeita para emplacar no âmbito municipal em uma das principais capitais do País.

Além de São Paulo, o PSL também tem procurado se aproximar dos governos do Rio Grande do Sul, Bahia e Rio de Janeiro, e pode formar alianças para também tentar concorrer, com bastante força, às capitais desses três importantes Estados.

“O PSL pode somar com seu tempo de TV e fechar com o Republicanos e o PSDB, por exemplo. O partido pode compor a vice (nas chapas municipais)”, disse o deputado federal Junior Bozzella (SP), um dos mais próximos aliados de Bivar. A ideia do partido é alcançar entre 300 e 500 prefeituras nas eleições de 2020.