Sem Aliança Pelo Brasil, Bolsonaro não se envolverá nas eleições municipais

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro disse nessa quarta-feira (15) que não apoiará candidatos que não sejam filiados ao partido que luta para criar, o Aliança Pelo Brasil. A afirmação frustra possíveis candidatos que já haviam sinalizado ter a chancela do presidente.

“Não discuto política. Se meu partido não tiver candidato, não vou me meter em política municipal no corrente ano, ponto final”, afirmou. Bolsonaro admite que a chance é de “1%” de a nova sigla ser viabilizada a tempo. São necessárias 491,9 mil assinaturas.

Por isso, o próprio presidente vai cair na estrada. Ele deve viajar para 21 Estados até o fim de fevereiro e participar pessoalmente da coleta de apoio, principalmente no Nordeste. Segundo a direção do partido, 100 mil assinaturas foram recolhidas até agora.

Depois, a Justiça Eleitoral ainda precisa checar as assinaturas e conceder o registro, processo que não costuma ser rápido.

Nomes

Alguns nomes de outras legendas chegaram a cogitar o apoio de Bolsonaro. Um deles é o do apresentador de programa policial-sensacionalista José Luiz Datena. O apresentador não é filiado a nhum partido. Outro é o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ).

Há ainda o nome de Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), articulador do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e candidato ao governo do estado pelo MDB, partido ao qual é filiado. De acordo com aliados do presidente, Skaf cogita se filiar ao Aliança e se candidatar pelo partido novamente ao Governo de São Paulo.

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PSL

Enquanto o presidente corre para viabilizar o Aliança, seu antigo partido, que o levou à cadeira máxima da República, PSL, traça uma estratégia para conquistar ao menos 500 prefeituras em todo o Brasil. Hoje, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido tem apenas 32 prefeitos em todo o país.

Ainda de acordo com as estatísticas do TSE, de setembro a dezembro do ano passado, o PSL perdeu 6.520 filiados, coincidindo com a saída do presidente e de seus filhos do partido. A sigla tem 347.867 integrantes, bem atrás de legendas como MDB, com 2.130.140; e PT, com 1.475.678.

Com informações da Folha de São Paulo.