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SELIC em 5% é possível?

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Não somente você, caro leitor, é um assinante de newsletter sobre o mercado de investimentos. Eu também sou apreciador do gênero. Hoje, lendo “Empiricus Day One Pro” da Empiricus, o analista Felipe Miranda nos trouxe a ideia de que temos que “pensar um pouco fora da caixa” para obter retornos acima da média. Ora, se pensarmos e agirmos exatamente como a média das opiniões de mercado; vamos ter rendimentos médios. Se pensarmos e agirmos em dissonância com a opinião média (e acertarmos) iremos ter retornos acima da maioria.

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É quase consenso de mercado que a Selic, hoje em 6,5% aa, terá mais um corte de 0,25 bps e o ciclo se encerraria por aqui mesmo. Felipe Miranda não crê em apenas mais um corte na Selic. Para o analista, que costuma destoar dos consensos de mercado, se o ciclo de queda se interrompesse em Selic a 6,25% aa, após um curto período, o Banco Central seria obrigado a continuar os cortes. Para ele, a Selic pode ir a 5%, e isso beneficiaria enormemente os títulos prefixados curtos (com vencimentos próximos), precificados com base na Selic à vista.

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Qual é o argumento? Inflação excessivamente baixa; e atividade econômica ainda engatinhando. A inflação (IPCA) nos primeiros três meses de 2018 fechou em 0,7%. Sim, 0,7% em 3 meses, caro leitor. Em termos anualizados é algo como 2,8%! Pode? Brasil com taxa anual de IPCA de 2,8%? Talvez sim, segundo o CEO da Empiricus.


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Como o crescimento do Brasil ainda está baixo, e como há bastante capacidade ociosa na economia, os preços não estão sofrendo pressões inflacionárias. A verdade é que, com a instabilidade institucional, política e a incerteza quanto ao futuro das reformas (previdenciária, tributária, política, etc) as expectativas se deterioraram, e o crescimento efetivo do PIB ainda não está digno de primeira página.

E se a inflação permanecer em patamares realmente baixos (como estão agora) há espaço para a queda dos juros nominais futuros. Veja, por exemplo, qual é a inflação estimada pelo mercado, para alguns períodos. Para estimarmos a inflação futura, podemos subtrair o preço do juro nominal futuro (dado pelo contrato futuro de DI) do juro real, dada pela NTNB. Lembra da fórmula?

Inflação = Juro nominal – juro real

Bom, a tabela abaixo mostra a inflação futura, que está embutida nos preços hoje:

grafico

O que podemos concluir, diante disso tudo é que, se a atividade econômica ficar abaixo das estimativas, a inflação estimada ficará também abaixo e, logo, a taxa Selic poderá permanecer baixa por mais tempo e quem sabe até cair mais, conforme o afirmado anteriormente.Veja como as estimativas de mercado apontam para uma inflação bem acima do que se encontra hoje. Hoje, a inflação dos últimos 12 meses está em 2,8% aa, aproximadamente. E o mercado estima que vai estar acima de 4%, já em 2019.

E, quais as estimativas para o PIB?

grafico

Conforme notícia do “Valor”, o relatório Focus foi atualizado essa semana com previsão de crescimento de 2,76% em 2018. Se essa previsão continuar se deteriorando, poderemos ver quedas de juros pela frente.

Porém, atenção: existe o bode na sala que faz inverter o raciocínio. Se o crescimento brasileiro for menor, menor será a arrecadação e maior será o déficit público. Com déficit maior, a inflação não de agora, mas dos juros longos, poderá aumentar. Logo, diante desse cenário de deterioração das estimativas de PIB (bastante incerto) poderíamos ver se acentuar a distância entre os juros mais curtos e juros mais longos. Se a distância já é grande agora; tende a aumentar diante desse cenário (crescimento baixo).

Bom, diante disso tudo, quais são os títulos do tesouro que se beneficiariam?

Se o crescimento do Brasil vir maior que as expectativas, a aposta tem que ser nos juros longos, que estão “gordos” de inflação e de juro real.

Se o crescimento do Brasil vir abaixo das expectativas, a aposta tem que ser nos juros curtos, que se beneficiarão da queda do juro nominal (curto) e queda das estimativas de inflação para 2018 e 2019.

Para entender um pouco mais sobre a relação “inflação, PIB, juros nominais, juros reais e tesouro direto” assista a próxima palestra, nessa quarta-feira, dia 18/04/2018.

PALESTRA: Selic a 5% aa, será possível?

DATA: 18/04/2018

HORA: 20h

PALESTRANTE: DENYS WIESE

INSCRIÇÕES (gratuita):

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 1ª meia hora, relação entre PIB, inflação, juros nominais, juros reais e tesouro direto. 2ª meia hora, explicação básica de investimentos em tesouro e outros. (A primeira meia hora é com conteúdo um pouco mais avançado, para aqueles que já possuem um conhecimento prévio de Tesouro Direto. A segunda meia hora, é com conteúdo um pouco mais básico, para aqueles que estão tendo os primeiros contatos com o tema).Me ajude a transmitir informações sobre o Tesouro a mais investidores. Encaminhe essa newsletter para seus amigos, e ajude eles também a investir melhor.

Obrigado! Até a próxima newsletter!

 

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Denys Wiese

Denys Wiese, bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Estadual de Santa Catarina (ESAG-UDESC) iniciou suas atividades profissionais no mercado financeiro em 2009 como operador de bolsa de valores. Já atuou como operador, assessor, professor e escritor, sempre em atividades ligadas às finanças. Entre 2014 e 2017, atuou também com consultoria tributária. Hoje é sócio fundador do site EuQueroInvestir, assessor de Investimentos da XP Investimentos (pelo AAI Indice Investimentos). Atua no segmento de alta renda, no aconselhamento e assessoramento em investimentos no mercado financeiro.
Contato: denys.wiese@euqueroinvestir.com

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