Selic cai ao piso histórico, mas juros longos estão elevados

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Em tempos de Selic baixa, muitas pessoas buscam oportunidades nos investimentos em renda variável, como mercados de ações e fundos imobiliários (FIIs).

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Isso faz com que outras opções rentáveis acabem sendo deixadas de lado pelo investidores.

Apesar da possível rentabilidade superior, o mercado de renda variável também apresenta maior risco para a carteira de investimento.

Sendo assim, o investidor deve olhar o mercado como um todo para filtrar boas alternativas de investimentos.

Mas antes de prosseguirmos para estas oportunidades, vamos falar um pouco sobre a taxa Selic.

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Selic

A Selic, taxa básica de juros, é aquela utilizada como referência para todas as outras taxas praticadas no mercado. Ao pegar um empréstimo no banco, ao fazer um financiamento habitacional, ao comprar um título do Tesouro Direto, a Selic sempre está lá, direta ou indiretamente.

Quem define a Selic é o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se reúne de 45 em 45 dias para definir a política monetária.

Atualmente, a Selic encontra-se em seu mais baixo nível histórico: 3% ao ano, desde a última redução na semana passada.

Com isso, os investimentos de renda fixa, baseados prioritariamente atrelados a Selic, tornam-se menos rentáveis. Ou seja, aplicações pós-fixados que acompanha a trajetória da curva de juros estão menos atrativos.

Taxa Selic

Fonte: Banco Central

Alternativas

No atual cenário de incertezas derivado da pandemia do novo coronavírus, existem várias opções rentáveis além do mercado de renda variável, principalmente para o investidor que não deseja correr muito risco.

Entre elas podemos destacar, os títulos de longo prazo prefixados e os indexados a inflação.

Para aproveitar as oportunidades existentes, o investidor precisa ter um horizonte de investimento de longo prazo e a certeza de que não precisará do recursos antes do vencimento da aplicação.

Isso porque se houver a necessidade de retirar o dinheiro antes do vencimento, a remuneração é afetada pelo cenário externo, ou seja, a rentabilidade recebida pode ser maior ou menor do que a pactuada no momento da aplicação.

A essa particularidade dá-se o nome de “Marcação a Mercado”. Então, toda aplicação sujeita a este evento, o investidor deve ter atenção redobrada, a fim de evitar surpresas desagradáveis.

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Títulos prefixados

Como o próprio nome sugere, esses títulos são investimentos no qual a rentabilidade é de conhecimento antecipado do investidor.

Independente das possíveis mudanças no cenário econômico, a rentabilidade se mantém inalterada no vencimento.

Por exemplo, se o investidor adquiriu um CDB com taxa prefixada de 10% ao ano, com vencimento de 3 anos, ele receberá o capital investido no vencimento acrescido da taxa de juro pactuada, independente da taxa da Selic ou DI da época.

Hoje (12), na plataforma da XP Investimentos estão disponíveis as seguintes aplicações prefixadas:

Fonte: XP Investimentos

Títulos indexados a inflação

As aplicações atreladas a inflação além de corrigirem o investimento pelo índice (IPCA, considerado o índice oficial de inflação do país) são acrescidas de uma sobretaxa fixa.

Esse tipo de investimento permite a manutenção do poder de compra do dinheiro e assegura o ganho real. Ou seja, rentabilidade superior a inflação do período.

Confira as oportunidades indexadas a inflação:

Fonte: XP Investimentos

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