Seja quem for o próximo presidente, PIB tende a crescer 3% nos próximos anos

Patrícia Auth
Patrícia Auth é jornalista formada pela Univali de Itajaí/SC. Trabalhou em impressos, como o Jornal de Santa Catarina, e também, como repórter na Rede Record e RBS TV. É casada, mãe da Lívia e adoradora de boa música e gastronomia.Na equipe EuQueroInvestir, é responsável pela produção de vídeos, e também escreve e edita artigos para o site.Entre em contato com a Patrícia pelo e-mail: patricia.auth@euqueroinvestir.com

Crédito: Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Independente de quem seja o presidente eleito, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos dois anos tende a ficar entre 3% e 3,5%. A afirmação foi feita pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo de Oliveira, durante o fórum organizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em São Paulo.

Oliveira argumentou dizendo que, essa ordem de crescimento do PIB irá acontecer de forma natural, sem intercorrências, e que hoje o “impacto prático das eleições nas nossas vidas é muito menor do que no passado”.

O presidente do BNDES aproveitou para tranquilizar os representantes da construção civil afirmando que, a volatilidade atual é característica de toda a eleição e que, o avanço já dado, não pode mais ser revogado.

“Preparemo-nos, porque o Brasil vai dar certo”, afirmou Dyogo de Oliveira.

Porém, as previsões otimistas de Oliveira foram rebatidas por participantes do fórum. O presidente da Câmara Brasileira de Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, por exemplo, foi convicto em dizer que não existe crescimento de 3% (PIB) com investimentos na casa dos 15% do PIB.

Reforma fiscal

Dyogo de Oliveira acredita numa reforma fiscal já no início do próximo governo, independente de quem seja o novo presidente. Assim sendo, a saída para o país é o crescimento do mercado imobiliário, aposta o presidente do BNDES.

Dyogo de Oliveira, presidente do BNDES.

Ele destacou ainda que, se a taxa Selic permanecer no atual patamar por dois anos, os R$ 6 trilhões de recursos que estão “estagnados” em fundos de renda fixa, reservas dos fundos de pensão e das seguradoras, e nos Family Offices, podem fortalecer o setor.

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