EUA: pedidos por seguro-desemprego sobem para 353 mil, acima da projeção

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Os novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA ficaram em 353 mil, ante projeção de 350 mil do mercado.

O nível da semana anterior foi revisado para cima em mil reivindicações, indo de 348 mil para 349 mil.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Departamento de Trabalho.

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Reprodução/Departamento de Trabalho

A média móvel de quatro semanas foi de 366,5 mil, com diminuição de 11,5 mil da média revisada da semana anterior. Esse é o nível mais baixo para essa média desde 14 de março de 2020, quando era de 225,5 mil.

Seguro-desemprego e Fed

Os dados do emprego nos EUA são acompanhados no mundo todo, porque são ponto-chave para a política monetária do Fed, banco central americano, que vem injetando US$ 120 bilhões mensais na economia americana – o que repercute no mundo todo, inclusive nos emergentes, como o Brasil.

Na sexta, 27, é aguardado discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, em simpósio virtual, no qual ele poderá dar alguma sinalização sobre a retirada ou não dos estímulos dados até aqui à economia, em decorrência da pandemia.

A expectativa é que, por conta de dados como o do seguro-desemprego, sua fala não traga grandes novidades – apenas que o Fed já discute a retirada de estímulos, mas sem qualquer alteração na taxa de juros e sem previsão de mudanças. Mudanças só devem acontecer quando os indicadores econômicos apontarem pandemia e inflação controlada e mercado de emprego em recuperação consistente.