7 Mitos sobre o seguro de vida

Giovanna Castro
Jornalista formada pela UNESP.
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Crédito: Foto: Freepik

Com certeza você já se perguntou se seguro de vida vale a pena. Afinal, por ser um produto pouco conhecido e cheio de termos difíceis, ele envolve muitas dúvidas e mitos.

Mas, calma! Conversamos com um especialista que nos explicou direitinho qual a verdade sobre cada uma dessas informações. Confira:

1. Seguro de vida é caro

Segundo Cesar Sabelli, proprietário da Sabelli Corretora de Seguros, é ilusão pensar que seguro de vida é caro. Isso porque, hoje, o mercado dispõe de opções populares de R$ 20 a R$ 50 ao mês. Tudo depende das necessidades, da idade e da atividade profissional do assegurado.

Além disso, a variedade de seguradoras ofertando o produto contribui para que se possa pesquisar e comparar preços. Dessa forma, com certeza, é possível encontrar um bom custo benefício para cada tipo de bolso.

“Acho bastante acessível. Fora o fato de que um bom seguro é uma ferramenta de proteção financeira. Com ele, temos garantias para todas as fases de vida e, em alguns casos, construção de reservas para nós mesmos utilizarmos em vida, ou de patrimônio a ser transmitido para a nossa família. Por isso, proporcionalmente, custa menos do que pagamos por um seguro de carro, que, diga-se de passagem, é bem menos importante do que tudo que esse tipo de ferramenta engloba”, comentou o especialista.

2. Seguro de vida pode ser usado somente em morte

Ao contrário do que muitos pensam, o seguro de vida não funciona apenas em caso de morte. Ele pode ter coberturas que englobam diferentes situações ainda em vida, como, por exemplo, internação hospitalar, doenças graves que causam invalidez, perda de emprego, entre outras.

“Uma boa ferramenta de seguro de vida traz segurança para cerca de 60-70% da vida de uma pessoa. Isso com coberturas para acidentes, desde os mais torpes e simples, até diagnósticos de doenças graves. Também em casos de afastamento da atividade laboral, seja por capacidade de trabalho ou internação hospitalar”, explicou Sabelli.

3. Só herdeiros são beneficiados

Esse é outro mito sobre seguro de vida! A pessoa assegurada indica como beneficiária quem ela quiser. Além disso, é possível alterar esses nomes a qualquer tempo, de acordo com o Art. 791. do Cód Civil Brasileiro.

4. Seguro de vida é para quem tem filhos ou é mais velho

Solteiros também podem ser beneficiados com um seguro de vida. Afinal, a ferramenta também é muito importante para garantir cobertura no caso de imprevistos que podem tomar a capacidade financeira das pessoas, seja por saúde ou acidente. 

“É muito importante que alguém solteiro e independente financeiramente, garanta isso. Não pensando nos beneficiários externos a ele, mas sim como uma ferramenta de seguro para si próprio”, comentou Sabelli. 

5. Quem tem patrimônio não precisa de seguro de vida

Segundo o especialista em seguros, o seguro de vida vale a pena mesmo para quem tem patrimônio, seja ele pequeno ou grande. Até por isso existem opções para diferentes bolsos e necessidades.

“O seguro de vida é importante não só pelo dinheiro da apólice, mas porque provê liquidez imediata e blindagem jurídica para garantir custas de sucessão patrimonial, como um inventário”, comentou.

6. Se já tenho um seguro de vida pela empresa, não preciso ter o meu individual

A cobertura do seguro de vida da empresa pode não ser o suficiente para todas as suas necessidades. De acordo com Sabelli, um seguro de vida empresarial normalmente serve apenas para proteger a empresa da responsabilidade contratual que ela tem com você.

“O ideal é ter a opinião de um especialista para entender se a ferramenta que você tem através da empresa é suficiente ou não. Normalmente não é. Também costumo sempre recomendar aos meus clientes que tenham um seguro individual porque nunca sabemos por quanto tempo permanecemos em uma empresa. Logo, o ideal é preservarmos a nós mesmos, independente de algum beneficio que pode ser tomado a qualquer tempo”, completou.

7. Receber a indenização é difícil

Quanto a receber a indenização, só há um ponto de atenção: o contrato. Uma boa seguradora paga um sinistro em uma média de 15 dias, enquanto a maior parte delas levam mais de 300 dias para fazê-lo.

Por isso, o ideal é conhecer a empresa, fazer uma pesquisa, ler o contrato e pedir explicação do especialista para ter certeza de que não vai haver “surpresas” quando precisar da indenização.

Afinal, seguro de vida vale a pena?

Pensar em proteção patrimonial é primordial para um planejamento eficiente. É necessário e muito importante rentabilizar e crescer patrimônio de forma eficiente. Porém, para atingir o objetivo de crescimento é importante prever situações desfavoráveis para minimizá-las ou até evitá-las.

Quando falamos em investimentos, sempre recomendamos a reserva de emergência e a diversificação de carteira. O seguro de vida é mais um elemento de proteção. Nesse caso, daquilo que é mais importante: a sua vida.

Por isso, especialistas recomendam que se use cerca de 70% da renda para os gastos atuais, entre 20% e 25% para investimentos e reserva de emergência e entre 5% e 10% para o seguro de vida.

E se, após esse artigo, você se convenceu de que seguro de vida vale a pena e está se perguntando como escolher o melhor serviço, confira nossa matéria que explica tudo sobre o tema.