Seguro de vida cresce 11% em 2020, mas você sabe para que serve e como escolher?

Giovanna Castro
Jornalista formada pela UNESP.
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Crédito: Foto: Pixabay

Poucos especialistas falam sobre isso, mas o seguro de vida é um elemento importante na hora de definir um planejamento financeiro. Além de oferecer proteção financeira à sua família, ele também traz segurança aos seus projetos atuais e futuros.

Não a toa, em um momento de crise e incertezas conforme estamos passando, esse assunto torna-se ainda mais significativo. A venda de seguros de vida teve um salto em 2020 e muitas empresas seguradoras estiveram entre as mais rentáveis da bolsa no ano que se passou.

Segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), os seguros de vida cresceram 11% em 2020. Os dados são até novembro.

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O produto é muito buscado, mas ainda envolve diversas dúvidas. Muitas pessoas acreditam, por exemplo, que o seguro de vida é algo a ser feito somente por pessoas mais velhas ou que já têm filhos. Isso não é verdade. Caso você sofra um acidente e se torne inapto a exercer a sua profissão, por exemplo, o seguro de vida garante que você tenha assistência financeira. Fizemos, inclusive, uma reportagem com mitos envolvendo o produto.

Lembre-se: o futuro é imprevisível, mas é possível munir-se de estratégias de proteção patrimonial para que acontecimentos inesperados não tirem suas noites de sono.

No entanto, com tantas opções no mercado, como escolher o melhor seguro de vida para você?  Veja algumas dicas importantes:

Planejamento financeiro

Se você tem uma planilha financeira já tomou um bom primeiro passo. Agora, é hora de dividir para onde vai o dinheiro. Especialistas sugerem que se use:

  • Cerca de 70% da renda para os gastos atuais;
  • Entre 20% e 25% para investimentos e reserva de emergência;
  • E entre 5% e 10% para o seguro de vida.

Assim como você investe para garantir um futuro mais confortável, o seguro de vida também deve estar dentro do seu planejamento, compondo a fatia de segurança. Afinal, é ele que vai garantir o pagamento de todas essas outras contas caso aconteça algo com você.

Antes de fechar o contrato, analise se os valores das mensalidades ou do prêmio (confira um dicionário dos termos do seguro de vida) não vão comprometer as suas finanças e faça os ajustes que julgar necessários.

A precificação varia de acordo com cada seguradora, o tipo de seguro e até mesmo a idade do contratante. Mas existem opções bastante acessíveis no mercado. É possível encontrar mensalidades a partir de R$ 20.

É claro que, quanto maior for a cobertura do seu seguro de vida, mais caro será o custo dele. Por isso, é importante comparar os preços entre diferentes seguradoras e avaliar quais coberturas são indispensáveis para você.

Como funciona um seguro de vida?

O seguro de vida é um contrato feito com uma seguradora. Ele garante que você e seus familiares e/ou dependentes tenham o suporte financeiro necessário caso você venha a falecer ou tenha algum problema de saúde.

Assim, você paga uma mensalidade à seguradora e, caso algo que conste na cobertura do seu seguro aconteça, você ou sua família receberá uma apólice.

Os contratos podem ter diversos tipos de cobertura. Eles vão dos mais básicos, de seguro contra morte acidental ou natural do titular, até os mais completos, que asseguram também situações de doenças graves, invalidez por acidente ou até mesmo desemprego.

No geral, as seguradoras impõem um limite de até 65 anos para contratar um plano. Algumas delas também trabalham com a idade mínima geralmente de 14 anos.

Para pessoas casadas, não é preciso contratar dois seguros. Existe uma extensão de cobertura para morte e acidente do cônjuge com um custo-benefício melhor do que o de dois seguros individuais. Isso garante também que todos os seus dependentes estarão protegidos financeiramente.

Como escolher um seguro de vida?

Segundo Cesar Sabelli, proprietário da Sabelli Corretora de Seguros, os principais pontos de atenção na hora de escolher um seguro de vida são: perfil, necessidades, capacidade financeira e custo x benefício. Por isso, o indicado é que se faça um seguro sob medida.

“Um solteiro sem dependentes financeiros, por exemplo, tem necessidades de proteção de saúde e capacidade laboral, enquanto que alguém que tenha dependentes financeiros, além dessas necessidades, também tem necessidades de cobertura por ausência prematura ou sucessão patrimonial, para cobrir financeiramente os dependentes frente a uma ausência”, explica Sabelli.

Caso a pessoa realize atividades profissionais que apresentem risco, a atenção deve ser redobrada. Policiais e motoristas, por exemplo, geralmente não são cobertos pelas seguradoras ou possuem o valor da apólice menor.

Praticantes de esportes radicais também têm o valor da mensalidade (ou valor do prêmio, como é chamado) mais alto. Como o risco de acidentes é maior, muitas seguradoras cobram mais ou até recusam atender esse tipo de cliente.

Por outro lado, existem seguros específicos para profissionais de segurança ou outros tipos de atividade de maior risco. Confira todas as suas opções e não tenha pressa. É importante tirar todas as suas dúvidas com o corretor antes de fechar o contrato.

Tipos de cobertura

As coberturas de seguro de vida mais praticadas no mercado, segundo a MAG Seguros, estão:

  • Despesas Médicas, Hospitalares e Odontológicas (DMHO);
  • Diárias de Incapacidade Temporária (DIT);
  • Diárias por Internação Hospitalar (DIH);
  • Doenças Graves (DG);
  • Invalidez Funcional Permanente Total por Doença (IFPD);
  • Invalidez Laborativa Permanente Total por Doença (ILPD);
  • Invalidez Permanente por Acidente Majorada (IPAM);
  • Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente (IPA);
  • Invalidez permanente total por acidente (IPTA);
  • Morte;
  • Morte por acidente.

Vale lembrar que o segurado pode mesclar os diferentes tipos de cobertura para ter um plano ideal. Também é imprescindível se atentar às clausulas do contrato, afinal, cada seguradora pode ter regras específicas.

Coberturas mais indicadas para cada idade

Ok, você já entendeu que cada perfil de pessoa deve procurar um plano de seguro de vida específico, levando em conta diversos fatores. Mas, em geral, quais são os tipos de cobertura mais indicados para cada fase da vida?

De acordo com Cesar Sabelli, se você é jovem e está começando a vida profissional e financeira, as coberturas para proteção de saúde e capacidade laboral são as mais indicadas.

Já para alguém quem tem família, filhos e preocupações em relação ao padrão de vida familiar, financiamentos e aumento de patrimônio, é indicado que, além das coberturas de capacidade laboral e de saúde, se inclua linhas de proteção para garantia de educação dos filhos, pagamento de débitos e financiamentos.

Agora, se você está na melhor idade, o ideal é buscar ferramentas para garantir que a sucessão patrimonial seja garantida e o patrimônio esteja blindado na hora de passar a diante.

Escolhendo a seguradora

Antes de fechar o seu contrato de seguro de vida, pesquise os valores de duas ou três seguradoras. Assim, você consegue compará-las.

Além do preço, leve em consideração se as coberturas oferecidas por elas suprem as suas necessidades. Para isso, faça simulações para aquisição de seguro e avalie as opções.

Outra dica é não se esquecer de ler as regras impostas pela seguradora detalhadamente.

Além disso, é importante ter certeza de que é uma empresa confiável. Confira os feedbacks de outros clientes da empresa, na internet ou com conhecidos. E fuja de instituições que não apresentam os devidos esclarecimentos sobre o seguro.

Por fim, lembre-se de buscar corretores com quem se sinta confortável a conversar e tirar todas as suas dúvidas. Afinal, é ele quem vai te ajudar a tomar essa decisão tão importante.