Seguro de vida como investimento e o caso Gugu Liberato como exemplo

Osni Alves
Jornalista | oalvesj@gmail.com
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Crédito: Crédito da imagem: Reprodução/Internet

O falecimento do apresentador Gugu Liberato, em novembro do ano passado, trouxe à tona a importância de se estar segurado. Seja por construção do patrimônio, transmissão de bens ou até por doença e falecimento, o produto se faz necessário e eficaz.

De acordo com o gestor de risco Carlos Eduardo Biagioni, o artista deixou para os filhos uma proteção de R$15 milhões. “Diferentemente do inventário dos bens e recursos, que agora está em um imbróglio jurídico, o recebimento do seguro é imediato, questão de dias”, diz.

Segundo Biagioni, essa facilidade torna o seguro de vida um dos ativos mais baratos na carteira do investidor, dá mais liquidez e também protege o portfólio. “O produto ficou melhor com o passar dos anos, especialmente porque se tornou personalizável”, explica.

Ele elenca outro benefício do seguro: “pode ser direcionado tanto à proteção do investidor quanto de sua família, bem como para o processo de construção ou sucessão de patrimônio. Isso porque [o seguro] protege a fase de acumulação, proporcionando liquidez imediata.”

Fase de acumulação

Biagioni ressalta que todo cidadão tem um período de acumulação de capital. Isso vale para quem tem muito ou pouco dinheiro. “Significa dizer que se essa pessoa está nessa fase [de acumulação] ela precisará perpetuar esse objetivo, além de se auto proteger.”

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Já uma parcela menor da população, conforme o gestor, passa ou passará pela fase de transmissão. Por conta da facilidade de liquidez do seguro como produto de investimento, fica fácil se capitalizar para, assim, acessar inventário e outros ativos.

“É bom lembrar que os investimentos também entram no inventário. Por esta e outras razoes, adquirir um seguro é sempre um bom negócio, seja por necessidade temporária, capital vitalício ou doenças graves”, ressalta.

Casa própria NÃO é investimento

O fator coronavírus

O risco iminente de uma epidemia do Covid-19 tem levado muitos executivos a contratar seguro de vida para manter a família assistida em casos extremos. Isso porque eles precisam viajar países e continentes por conta de suas atribuições profissionais.

No entanto, a tarefa não é fácil, visto que a maioria das seguradoras não mantém linhas específicas, principalmente em se tratando de surto desta ou qualquer natureza relacionada a vírus e pandemias.

Porém, como o seguro é personalizável, é necessário que o investidor procure um gestor de risco e uma corretora de porte considerável para que sejam analisadas as opções que atendam essa demanda.