Secretário do Tesouro, Mansueto diz que juros podem voltar a subir no Brasil

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Wikemedia Commons

Atualmente no mais baixo índice de sua História, cotada a 3% ao ano, a taxa Selic pode voltar a subir no Brasil. Palavra de Mansueto Almeida.

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O Secretário do Tesouro Nacional fez essa revelação em entrevista exclusiva para a CNN Brasil. E explicou os motivos que podem levar à alta dos juros no País.

“Se esse país não conseguir criar o bom debate político, transparente, que respeite o contraditório, criar o mínimo de consenso para avançar nas reformas estruturais para país poder crescer mais rápido e a gente possa pagar os gastos com a crise, nós teremos uma conta muito salgada para pagar”, alertou.

“O futuro não está dado. Mas se a gente não criar esse consenso, aí sim teremos muito problemas e a taxa de juros vai voltar a subir rapidamente”, complementou Mansueto.

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Clima quente em Brasília

O “bom debate político” citado por Mansueto parece cada dia mais distante da realidade. O clima em Brasília se acirra a cada dia entre os Três Poderes.

Os benefícios de se ter um assessor de investimentos

A subida de tom do presidente Jair Bolsonaro – e de seus filhos – nos últimos dias, fez com que o mercado financeiro reagisse de forma imediata.

Na quinta-feira (28), por exemplo, a bolsa de valores caiu e o dólar subiu 2%, depois de sete pregões de queda.

De acordo com a reportagem da CNN, a instabilidade política também já começou a influenciar negativamente nos contratos futuros.

Algumas taxas, hoje, já estão bem mais altas que a Selic: para os títulos com vencimento em 2025, a taxa é praticamente o dobro da taxa básica.

“Chega de gastos”, diz Mansueto

Mansueto Almeida deixou claro que, apesar de o Tesouro ter um bom colchão de liquidez para lidar com o financiamento da dívida pública, não há mais espaço para gastos.

“Não há espaço para mais gastos. Há várias formas de o Estado ajudar a economia, por exemplo com as reformas estruturais que melhorem o sistema tributário e os marcos regulatórios que acelerem privatizações e concessões”, argumentou.

A preocupação do Secretário do Tesouro é que o aumento das despesas destinadas ao combate ao coronavírus invada 2021 e ponha sob ameaça o arcabouço legal e fiscal que existe no país, como teto de gastos e Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Não há espaço fiscal para o Estado ser o grande líder da recuperação do investimento”, concluiu.

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