Secretário do Tesouro diz que dívida bruta do Brasil deve chegar a 94% do PIB

Paulo Amaral
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Crédito: Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Mansueto Almeida, Secretário do Tesouro Nacional, participou de uma live do portal Focus.jor e revelou que a dívida bruta do Brasil em 2020 será maior do que a projetada.

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De acordo com o secretário, o ajuste fiscal “ficará de lado” em 2020 e “voltará somente no próximo ano”.

Com isso, a dívida bruta brasileira em 2020 deverá encerrar o período em 94% do PIB (Produto Interno Bruto) do País.

Mansueto, no entanto, minimizou os altos números e assegurou que o investidor pode ficar tranquilo.

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“O que importa ao investidor é saber que ele vai receber lá na frente e que em determinado momento a dívida começará a cair”, garantiu.

Selic baixa ajuda

O Secretário do Tesouro usou o fato de a taxa Selic estar em seu menor nível na História (3% ao ano) para justificar sua confiança de que a dívida não é “impagável”.

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“Em 2015 a Selic passava de 14% ao ano e, se continuasse nesse patamar, a dívida estaria em trajetória insustentável”, comparou.

“Agora, com a Selic a 3% ao ano, o serviço da dívida é muito menor”, completou Mansueto.

Déficit primário

Ainda durante a live, o Secretário do Tesouro também abordou a projeção para o déficit primário do País em 2020.

Segundo Mansueto, os altos investimentos na área da saúde para ajudar na contenção ao coronavírus farão com que o valor chegue a R$ 708,7 bilhões no ano, o que corresponde a 9,9% do PIB brasileiro.

Reformas após a crise

Mansueto destacou que também será fundamental dar continuidade às reformas econômicas depois que a crise do coronavírus finalmente passar no País.

“Se já era importante crescer antes da crise, depois dela será ainda mais importante”, frisou o Secretário do Tesouro.

Na esteira das reformas econômicas estão as tributárias. Mansueto destacou que é fundamental reduzir a carga de impostos que hoje assola o País.

“Temos impostos em cascata em processo de produção, e isso encarece o produto. É um sistema tributário caótico, que dá muita dor de cabeça nos empresários”, argumentou.

“Precisamos encarar o desafio de aprovar uma reforma tributária nesse País e, para isso, será necessário muito diário político”, completou o Secretário do Tesouro.

Para Mansueto, a aprovação da reforma da Previdência, antes da pandemia de coronavírus, mostrou que o Brasil pode realizar grandes mudanças.

“O que o Brasil fez, em meio à uma polarização política, não foi pouca coisa”, concluiu.

*Com informações da Folha de S.Paulo e do Estadão Conteúdo

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