Secretário do Tesouro avisa: “Política fiscal é vacinar rápido”

Paulo Amaral
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Bruno Funchal, secretário do Tesouro Nacional, engrossou o coro dos que defendem a vacinação em massa contra a Covid-19 como receita para retomar a economia.

Nesta terça-feira (16), Funchal falou com otimismo sobre a aprovação da PEC Emergencial, que prevê novas rodadas do auxílio emergencial, mas frisou que a medida mais importante é outra.

“A gente tem quatro meses para acelerar a vacinação e vai estar rolando o auxílio emergencial. Então, a melhor política fiscal é vacinar rápido a população. Dependendo dessa velocidade, a gente não vai precisar de uma nova rodada”, pontuou, em entrevista para o jornal O Globo.

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De acordo com o secretário do Tesouro, pode até haver um esforço para que o valor aprovado do auxílio – R$ 44 bilhões – seja aumentado, mas que o melhor instrumento para a “política fiscal e sanitária é uma vacinação acelerada”.

Números da PEC, segundo o Tesouro

Bruno explicou que, segundo as contas do Tesouro, a PEC Emergencial vai gerar uma boa economia para Estados e municípios, mesmo antes da decisão sobre um possível corte de jornada e salário dos servidores, que pode ser definido na reforma administrativa.

“Redução e otimização de despesa de pessoal podem vir de uma forma mais estruturada na reforma, que casa isso com modernização do Estado. É a próxima pauta da Câmara”, adiantou.

Segundo o secretário do Tesouro Nacional, a PEC Emergencial pode gerar economia de R$ 93 bilhões para os Estados e até R$ 54 bilhões para os municípios.

“O objetivo da PEC Emergencial não era fazer uma economia que compensasse os R$ 44 bilhões do auxílio. Era deixar claro que precisamos de uma contrapartida que mostre que estamos em um processo de consolidação fiscal, que demonstre credibilidade no médio e longo prazo”, concluiu.