Secretário do Tesouro: alta dos alimentos é “choque temporário’

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site Ricmais

A atual elevação de preço dos alimentos é reflexo de um choque temporário, que deve se reverter no curto prazo, estima o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, ao admitir que se trata de um “fenômeno mundial”, segundo a agência Reuters.

Para Funchal, a tendência de alta resulta de três fatores, como a injeção de liquidez dos governos para incentivar o consumo frente à pandemia, a redução de despesas com serviços, devido ao isolamento social, e a consequente migração de recursos para o consumo.

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Contrastes na oferta

Durante videoconferência promovida pela FUCAPE Business School, o secretário lembra que, embora o mercado nacional não tenha sofrido com a escassez de produtos, o país também se ressente, de alguma forma, queda abrupta da oferta global de alimentos.

Após se manter estável em julho, no mês seguinte o grupo Alimentação de Bebidas registrou aumento de 0,78%, o segundo maior do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) naquele mês.

Tomate é o vilão

Para a subida de 1,15% dos alimentos para consumo no domicílio subiram 1,15%, os itens que mais contribuíram foram, em ordem decrescente, tomate (12,98%), leite longa vida (4,84%), frutas (3,37%) e carnes (3,33%).

Depois de se reunir com o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto – em encontro recente promovido pelo  Banco de Compensações Internacionais (BIS) – Funchal disse que ambos concordaram que a ‘carestia’ atual está presente em economias distintas como Estados Unidos, Japão ou no México.

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