Secretário diz que economia brasileira não sofrerá com coronavírus

Paulo Amaral
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Crédito: Fernando Frazão/ Agência Brasil

A economia brasileira não deverá sofrer muitos impactos com a propagação do coronavírus pelo mundo. Essa foi a afirmação do secretário de Comércio Exterior e Relações Internacionais, Marcos Troyo, à Agência Brasil.

“Nós estamos acompanhando com bastante atenção, porque é natural que haja uma preocupação quanto aos rumos da economia mundial e queremos entender qual a dimensão dessa ameaça. No entanto, no Brasil a gente está bem preparado, nós temos diversificação das nossas exportações, da nossa corrente de comércio”, garantiu, após participar de um debate sobre os rumos do Brasil, sexta (31), no Rio.

O secretário revelou que foram feitos estudos sobre os possíveis impactos da crise gerada pelo coronavírus ao redor do globo, mas reiterou que o Brasil está preparado para qualquer cenário que venha a se apresentar.

“Nós fazemos vários estudos. Temos uma ideia bastante clara do que isso possa significar para a corrente de comércio brasileira. A própria força da economia brasileira mostra que temos condições de absorver algum choque negativo que venha de fora”.

Troyo rotulou como natural a preocupação não apenas brasileira, mas global, em relação à economia, principalmente pelo fato de o vírus ter se originado e espalhado no país detentor da segunda principal economia do mundo, mas mostrou confiança nas autoridades chinesas.

“Até o presente, nós não temos sinalização de nossas exportações que estejam sofrendo qualquer tipo de impacto mais significativo por conta disso. Vai depender muito da evolução, e isso não diz respeito só ao Brasil, mas a todos os países que fazem negócios com a China. Hoje, de cada dez países do mundo, sete tem a China como principal parceiro comercial”.

Bolsonaro prevê queda nas exportações

O otimismo de Marcos Troyo, a princípio, não foi compartilhado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

Segundo reportagem publicada pelo portal Uol neste sábado (1), Bolsonaro previu uma leve, mas significativa queda nas exportações brasileiras por conta do coronavírus.

“Nossas exportações, no momento, pode ser que afetarão 3%. Isso pesa para nós. Afinal de contas, a China é o nosso maior mercado exportador (importador, na verdade)”, declarou Bolsonaro, citando ainda que a economia chinesa já “recuou 1%” por conta da epidemia.