Secretário de Estado norte-americano se encontra com Boris Johnson por acordo pós-Brexit

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: POOL/AFP

O Reino Unido, enfim, vai sair da União Europeia (UE) nessa sexta-feira, dia 31 de janeiro. O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, então, esteve nessa quinta-feira (30) em Londres para conversar como primeiro-ministro britânico, Boris Johnson e celebrar os “enormes benefícios” para os dois países com o acordo comercial pós-Brexit.

O encontro aconteceu na residência oficial do primeiro-ministro, em Downing Street. Por trinta minutos, ambos conversaram sobre o acordo com seus países estão prestes a assinar – assim que a saída da UE for oficialmente efetivada.

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Pompeo acha que o Brexit será vantajoso para o relacionamento entre EUA e Reino Unido: “estou otimista, porque havia coisas que o Reino Unido tinha que fazer como membro da UE e “agora eles podem fazê-lo de maneira diferente”.

O Parlamento Europeu ratificou o Brexit na quarta-feira (29). Assim, o Reino Unido deixará a UE às 20h de Brasília, nesta sexta, embora na prática quase nada mude durante o período de transição planejado até o final de dezembro.

Acordo

Alinhados ideologicamente, os dois governos acreditam que também vão encontrar pontos em comum facilmente no acordo comercial que vão negociar imediatamente: “quando você olha pelo espelho retrovisor, verá os enormes benefícios para nossas duas nações”, disse Pompeo.

Segundo matéria da agência de notícias AFP, o presidente norte-americano, Donald Trump, considera “uma prioridade absoluta” um ambicioso acordo de livre-comércio com o Reino Unido. Trump é partidário de acordos comerciais e celebra cada um deles como uma vitória pessoal, como aconteceu recentemente com a Fase 1 do acordo com a China.

Entretanto os dois países precisam aparar muitas arestas. Uma delas desagrada o presidente Trump: o Reino Unido vai permitir à fabricante chinesa Huawei participar no desenvolvimento da rede 5G no país, mas com acesso limitado.

O problema é que os Estados Unidos alegam que a nova rede de alta velocidade vai evoluir para um modelo onde manter a segurança dos centros operativos estará vulnerável a ciberataques e, com a Huawei envolvida, a espionagem chinesa pode ganhar força., mesmo com as negativas contundentes da Huawei.

O Reino Unido vai permitir à Huawei ter 35% da quota nas redes 5G mais periféricas, bloqueando por completo o acesso ao centro operativo e às redes usadas por militares e centrais nucleares. Assim, acredita estar se resguardando dos temores pregados por Trump.

Pompeo salientou que “o Partido Comunista Chinês representa a principal ameaça do nosso tempo. Ele tem objetivos que não são consistentes com grandes valores” e com “princípios democráticos ocidentais”.

Porém, a despeito desses entraves, Londres estará irredutível com relação à sua autonomia. Um dos principais argumentos para o Brexit é recuperar o controle de política comercial britânica para negociar livremente acordos com outros países.

Mas não será fácil. Johnson terá que fazer o acordo que agrade os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e que, ao mesmo tempo, não desagrade a UE, com quem inevitavelmente também terá que negociar.

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