Sebrae identifica setores mais afetados pela crise do Coronavírus

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Divulgação / site

O Sebrae realizou um mapeamento para identificar os setores econômicos mais afetados pela crise provocada pelo coronavírus. De acordo com o relatório, micro e pequenas empresas de 14 segmentos estão entre as mais prejudicadas.

No topo dessa lista estão empresas no segmento de varejo tradicional, moda, alimentação fora do lar, construção civil e beleza.

Somente esses 5 setores somam 8,3 milhões de negócios e respondem por R$ 10,4 milhões de empregos.

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Ao ampliar para os 14 segmentos com maiores prejuízos, o Sebrae relata que são 12,3 milhões de negócios responsáveis por empregar 21,5 milhões de pessoas.

Dentro deste contexto, a Instituição definiu ações para contribuir com a redução do impacto econômico do Covid-19.  Por isso o Sebrae entregou ao Ministério da Economia uma proposta sugerindo algumas ações para minimizar os estragos sobre as micro e pequenas empresas:

  • Redução de custos: políticas públicas para reduzir aluguéis, folhas de pagamento, encargos trabalhistas, empréstimos bancários, entre outros;
  • Viabilização de fluxo de caixa: Alongamento de prazo com fornecedores e empréstimos bancários, disponibilização de sistemas de garantias, prorrogação do prazo para recolhimento de tributos, unificação da data do FGTS;
  • Manutenção de empregos: Usar como recursos o banco de horas, férias coletivas, redução e/ou escalonamento de jornada de trabalho, home office e suspensão do contrato de trabalho com direito ao seguro desemprego por período limitado;
  • Orientação: Apoio imediato, especializado e gratuito aos empresários de micro e pequenas empresas, com foco na adequação da operação dos negócios, permitindo a redução dos custos, manutenção dos empregos e sobrevivência das MPE neste período.

“Precisamos agora cuidar da sobrevivência da micro e pequena empresa. É ela que segura o emprego e que tem maior capacidade de se adaptar e se reinventar para enfrentar esta crise. Por isso, o Sebrae está retomando a campanha ‘Compre do Pequeno Negócio’, pois a preservação deles está diretamente ligada à manutenção dos empregos no país”, orienta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.