Financiamentos imobiliários crescem 84% e somam R$ 13,9 bilhões em outubro

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Foto: Reprodução

Os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 13,86 bilhões em outubro de 2020. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (24) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). 

O montante representa um crescimento de 7,4% em relação a setembro e alta de 84% ante mesmo mês de 2019. Além disso, em valores nominais, o volume financiado em outubro marca o segundo recorde mensal consecutivo da série histórica iniciada em julho de 1994.

Os empréstimos destinados à aquisição e construção de imóveis avançaram 48,8%, alcançando R$ 92,67 bilhões. O valor veio da comparação dos primeiros dez meses de 2020 ante o mesmo período de 2019. O montante superou, portanto, o resultado de todo o ano passado.

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No acumulado de 12 meses, os financiamentos destinados à aquisição e à construção de imóveis somaram R$ 109,11 bilhões. É uma alta de 49,1% em relação aos 12 meses anteriores.

Unidades

Em outubro, foram financiados 45,5 mil imóveis nas modalidades de aquisição e construção. O resultado foi 8,3% superior ao de setembro. Além disso, foi 53,6% maior do que o apurado em outubro de 2019.

Entre janeiro e outubro de 2020, foram financiadas 324,6 mil unidades. Conforme os dados, o resultado foi 36,8% maior que o de igual período de 2019.

Nos últimos 12 meses, de novembro de 2019 a outubro de 2020, os financiamentos viabilizaram a aquisição e a construção de 385,2 mil imóveis. Ou seja, alta de 37,3% em relação aos 12 meses anteriores. 280,6 mil unidades foram beneficiadas pelo crédito imobiliário com recursos da poupança.

Poupança SBPE: Captação Líquida

A captação líquida da poupança SBPE foi positiva em R$ 4,06 bilhões. Este foi o melhor resultado para um mês de outubro da série histórica iniciada em julho de 1994.

Entre janeiro e outubro, a captação líquida somou R$ 109,8 bilhões, também a melhor marca da série. De acordo com os dados, o recorde anterior havia sido registrado em 2013, quando o balanço entre depósitos e retiradas no período de janeiro a outubro foi positivo em R$ 40,6 bilhões.

A captação líquida das cadernetas continua refletindo os efeitos da redução do consumo. Além disso, há maior preocupação das famílias com sua situação financeira dada a pandemia e seus efeitos sobre a economia. Acrescenta a esse cenário o provável impacto do pagamento do auxílio emergencial nos depósitos de poupança. Além disso, há a queda da rentabilidade das demais aplicações e perdas no mercado acionário, o que, em alguma medida, tende a levar muitas famílias a aumentar suas reservas financeiras.

Por fim, a captação líquida expressiva e o crédito de rendimentos elevaram o saldo das cadernetas de poupança para R$ 783,4 bilhões no final de outubro, com variação positiva de 0,7% no mês e de 23% em relação a igual período de 2019.

 

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