Santander Brasil (SANB11) reporta queda de 15,9% no lucro do 2TRI20

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.

Crédito: Wikipédia

O Santander Brasil (SANB11) reportou nesta quarta-feira (29) os resultados do segundo trimestre de 2020.

O Lucro líquido gerencial totalizou R$ 2,136 bilhões, o que representa uma queda de 15,9% sobre o resultado do mesmo período do ano anterior. Na comparação com o trimestre anterior, a queda foi de 44,6%.

O retorno anualizado sobre patrimônio líquido médio foi de 21,9% no primeiro trimestre, ante 22,3% no trimestre anterior.

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A margem financeira líquida atingiu R$ 10,286 bilhões, crescimento de 11,4% sobre o trimestre anterior.

Os ativos totais atingiram R$ 987,67 bilhões ao final de junho de 2020, crescimento de 18,1% em doze meses e queda de 1,3% em três meses.

O patrimônio líquido alcançou R$ 74,45 bilhões no mesmo período. Desconsiderando o saldo do ágio, o patrimônio líquido foi de R$ 72.455 milhões.

Operacional

As receitas totais do Santander somaram R$ 35,859 bilhões nos primeiros seis meses de 2020, crescimento de 7,4% em doze meses e 3,4% em três meses.

Já a margem financeira bruta atingiram R$ 26,27 bilhões no primeiro semestre do ano, alta de 12,8% em doze meses e 7,6% em três meses.

Segundo o banco “em ambos períodos, a margem de produtos apresentou variação positiva decorrente de maiores volumes. Já a receita de capital de giro foi afetada negativamente pelo menor volume médio e taxa básica de juros.”

As despesas gerais do Santander totalizaram R$ 10,483 bilhões no primeiro semestre, alta de 1,7% em doze meses.

Em três meses, as despesas gerais caíram 1,9%, “em função de menores despesas administrativas e de pessoal”, informou a companhia.

Crédito

A carteira de crédito total alcançou R$ 382,87 bilhões em junho deste ano, crescimento de 20,5% em doze meses, com todos os segmentos apresentando variação positiva.

Em três meses, a carteira de crédito subiu 1,2% em razão dos segmentos de pessoa jurídica.

A carteira de crédito ampliada totalizou R$ 466,74 bilhões, crescimento de 18,4% em doze meses e 0,7% em relação ao trimestre anterior.

Fonte: Santander

Captação

As captações com clientes somaram R$ 432,29 bilhões no final de junho de 2020. Alta de 23,0% em doze meses e 12,2% em três meses.

Segundo o banco esse desempenho é explicado, sobretudo, pelo incremento dos saldos de depósitos. “Observamos desde o final de março uma migração dos recursos dos clientes para depósitos, o que explica esse forte crescimento”, destacou a companhia.

De acordo com os dados do Banco Central, a participação de mercado do Santander atingiu 10,6% em maio de 2020.

Projeções

O banco informou ainda nesta quarta-feira (29) a decisão de descontinuar a divulgação das projeções inicialmente divulgadas por meio de fato relevante de 08 de outubro de 2019.

O motivo é o atual cenário de incerteza sobre a dimensão e duração da pandemia do Covid-19 e os impactos no ambiente macroeconômico.

Tá e aí?

Em relação aos resultados do banco, o UBS destacou o aumento do crédito de pequenas e médias empresas e recuo do crédito ao consumidor. Também ressaltou a demissão de 844 funcionários no período e o aumento de 91% nas previsões de perdas, que deve ser suficiente para cobrir os impactos do Covid-19 nos próximos trimestres, além da queda do índice de inadimplência de 3% para 2,4%.

A UBS tem recomendação neutra para Santander. Apesar de achar que a ação não é cara em relação aos pares, o banco tem preferência pelos papéis de Bradesco e Itausa, seguido pelo Itaú Unibanco.