Santander Brasil (SANB11) lucra R$ 3,8 bi no 1TRI20, alta de 10,5%

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Wikipedia

O Santander Brasil (SANB11) reportou nesta terça-feira (28) os resultados do primeiro trimestre de 2020.

O Lucro líquido gerencial totalizou R$ 3,853 bilhões, o que representa um aumento de 10,5% sobre o resultado do mesmo período do ano anterior.

O retorno anualizado sobre patrimônio líquido médio foi de 22,3% no quarto primeiro trimestre, ante 21,1% de igual período de 2019. O retorno sobre o ativo total médio foi de 1,7%, mantendo-se estável em relação a um ano antes.

A margem financeira líquida atingiu R$ 9,231 bilhões, crescimento de 9,7%.

O patrimônio líquido consolidado do Santander somou R$ 69,992 bilhões, alta de 3,5% em comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

Operacional

As receitas totais somaram R$ 17,138 milhões no primeiro trimestre de 2020, alta de 8,4% em relação ao primeiro trimestre de 2019.

A margem financeira bruta totalizou R$ 12,655 bilhões no primeiro trimestre de 2020, um crescimento de 12,1%.

O banco atribuiu o desempenho positivo ao incremento na margem com clientes, resultado de maiores volumes e mix.

A receita de prestação d serviços e tarifas bancárias atingiu a cifra de R$ 4,482 bilhões, uma redução de 1% no trimestre.

As despesas gerais do Santander totalizaram R$ 5,293 bilhões, uma elevação de 3,7%.

Crédito

A carteira de crédito total alcançou R$ 378,487 bilhões no final de março de 2020, um crescimento de 21,8% , com desempenho positivo em todos os segmentos com destaque para expansão em grandes empresas e PME.

O grande destaque do primeiro trimestre foi o avanço de 19,8% na carteira de crédito ampliada do banco, para 463,393 bilhões.

O Santander explica que o aumento foi puxado pelo aumento de crédito concedido no segmento de grandes empresas e pequenas e médias empresas que atingiram 31,2% e 11,7%,respectivamente.

Enquanto isso, as despesas com inadimplência saltaram 19,2%, para R$ 3,424 bilhões no primeiro trimestre de 2020.

O banco destaca que o nível de inadimplência segue adequado.

Captação

A carteira de depósitos do Santander ficou em R$ 385,393 bilhões no final do primeiro trimestre, alta de 14,7%.

De acordo com o Santander, as maiores contribuições positivas foram de depósito a prazo e depósito à vista.

Isso aconteceu em função do aumento da aversão ao risco por parte dos investidores, no qual ocorreu “um movimento de flight to quality, o que significa a migração de recursos para os instrumentos mais estáveis, explicando o crescimento dos depósitos”, informou o banco.