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Saiba quais são os impactos na economia com a mudança das regras dos compulsórios

A medida pode injetar até R$ 2,7 bilhões na economia ainda esse ano. Contudo, espera-se uma aceleração do crescimento econômico do país apenas no longo prazo.

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Crédito da imagem: Sérgio Lima/Poder 360

Nesta quinta-feira (22), o Banco Central anunciou a simplificação das regras que envolvem os recolhimentos compulsórios à vista e a prazo. O primeiro se refere aos ao dinheiro que fica à disposição do cliente para saque a qualquer momento, já o segundo se refere ao dinheiro que fica guardado no banco e obtém rendimentos por um período determinado.

Os bancos comerciais têm a obrigação de manter uma parcela dos depósitos feitos por seus clientes em uma conta no Banco Central. A essa parcela se atribui o nome de compulsório. Essa também é uma ferramenta utilizada de forma eficiente pela autoridade monetária para controlar o volume de moeda que circula na economia do país.

A redução, no caso da alíquota para os recursos a prazo caiu de 34% para 33%, já a alíquota para os depósitos à vista diminuiu de 25% para 21%. Na prática, isso significa que os bancos passam a ter um maior volume de dinheiro à disposição para a realização de empréstimos e financiamentos.

A medida adotada pelo Banco Central tem o objetivo de compensar o fim das deduções que são feitas nos compulsórios, marcadas para terminar no fim de 2019, contudo, foi antecipada para dezembro de 2018.

O principal efeito da diminuição da taxa do compulsório é a imediata injeção de 2,7 bilhões no mercado até o fim deste ano. Apesar de ser considerado um valor baixo e com pouco efeito instantâneo sobre o crescimento da economia, a medida poderá, no longo prazo, ajudar a impulsionar o crescimento econômico do Brasil.


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Crédito da imagem: Reprodução/Internet

De acordo Alex Agostini, economista-chefe da Austing Rating, esse anúncio feito pelo Banco Central integra um combo de medidas adotadas pela autoridade monetária que visam ampliar o acesso ao crédito com um menor custo. Para ele, uma vez que os bancos tenham mais dinheiro e menos burocracia, visto que as medidas também promovem uma simplificação nas regras, os custos dos bancos diminuem e, consequentemente, as taxas de juros cobradas daqueles que precisam de crédito podem ser reduzidas.

Em nota, o Banco Central informou que essas mudanças estão previstas no pilar Crédito Mais Barato, previsto na Agenda BC+. Além disso, são parte integrante do trabalho realizado para simplificar as normas do recolhimento compulsório, fato que contribuir para a diminuição dos custos do sistema financeiro.

Hoje, a taxa básica de juros (Selic) é apurada em 6,5% ao ano. Já a média da alíquota cobrada anualmente dos consumidores chega a 38,1% com base em dados do próprio Banco Central.

Para Agostini, o momento em que se decide adotar essa medida mostra que o Banco Central visualiza uma condição adequada e consolidada da economia, que pode caminhar a passos curtos na direção de uma política monetária expansionista. Ele também avalia que o anúncio da autoridade monetária não possui uma relação com as expectativas da atual gestão com relação à próxima equipe, mas sim com as atuais condições e a perspectiva de um “ambiente seguro” na economia.

De acordo com o economista, hoje os bancos possuem um alto volume de dinheiro em caixa, contudo, havia a necessidade de que retirassem de sua frente o risco político. Agostini também destaca que a nova equipe econômica do governo Bolsonaro, formada por Paulo Guedes (futuro ministro da Economia), Joaquim Levy (futuro presidente do BNDES) e por Roberto Campos Neto (futuro presidente do Banco Central), ajuda a aumentar o otimismo do setor financeiro com relação ao cenário dos próximos anos.

Nesse sentido, vários bancos já declararam o seu otimismo relacionado à oferta de crédito para o próximo ano, antes mesmo da publicação da medida do Banco Central. Agostini também comenta a melhora no perfil de crédito das pessoas, principalmente depois que o governo promoveu a liberação dos recursos do FGTS para milhões de trabalhadores no ano passado. Essa medida permitiu que aqueles que estavam inadimplentes tivessem condições de pagar suas dívidas.

Outras alterações também foram anunciadas pelo Banco Central além da redução da alíquota do compulsório. Também houve a atualização de valores para algumas deduções que tem por base o nível I do Patrimônio de Referência das instituições financeiras nos recolhimentos sobre os recursos a prazo, além das deduções que recaem sobre os valores médios do recolhimento compulsório para os recursos à vista. Este pulou de R$ 200 para R$ 500 milhões.

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Crédito: Reprodução/Internet

Com essas alterações, segundo informação do próprio Banco Central, oito instituições bancárias menores tornam-se desobrigadas a fazer o recolhimento dos compulsórios que incidem sobre recursos à vista e, também, a prazo.

A exigência mínima diária de cumprimento da exigibilidade, promovida pela autoridade financeira, também sofreu uma queda dos atuais 80% para 65% sobre os montantes de exigibilidade dos recursos à vista. Esse fato permite que os bancos encontrem uma maior flexibilidade e garante condições de financiamento melhores no âmbito do mercado monetário.

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Késia Rodrigues - Colaboradora Independente

Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por literatura, viagens, tecnologia e finanças.

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