Saiba quais principais desafios a serem enfrentados por Trump na reabertura econômica dos EUA

Rebeca Torres
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Crédito: Michael Vadon / Creative Commons

O presidente dos EUA, Donald Trump, deseja começar a reabertura da economia americana, atingida pela pandemia do novo coronavírus, mas ainda não estabeleceu um cronograma específico a ser seguido, de acordo com reportagem da agência de notícias AFP. O fato é que deve ser um processo lento e desigual e há muitos desafios a serem enfrentados por Trump na reabertura econômica do país.

Nas últimas quatro semanas, nove de cada dez residentes nos EUA foram aconselhados pelas autoridades locais a permanecerem em suas casas para ajudar no combate à proliferação do vírus, declarado pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 11 de março.

A suspensão das atividades não essenciais gerou uma crise econômica, causando a perda de 22 milhões de empregos nos Estados Unidos, o que levou o país à pior recessão desde a Grande Depressão de 1929.

Reabertura por regiões

Trump, que vai tentar se reeleger em novembro, sonhava com uma reabertura em massa e generalizada até a Páscoa.

Porém, não foi isso que as diretrizes da Casa Branca anunciaram na quinta-feira (16), pois, elas deixaram claro que o retorno à vida normal será realizada de forma lenta, cautelosa e diferente para cada região, deixando na mão de cada um dos 50 estados o poder de decidir quando e como será feito o fim da quarentena e a reabertura das empresas, lojas, restaurantes e escolas.

Na região industrial dos Grandes Lagos, a mais afetada pela doença, vários estados estão planejando reaberturas parciais dentro de duas semanas.

Em Michigan, o governo afirmou que espera “avançar alguns passos em 1° de maio”.

O mesmo não se pode dizer de Nova York, o epicentro do surto de Covid-19 nos Estados Unidos, com 15.000 mortes, quase metade de todos os infectados, em que a ordem de confinamento foi prorrogada até pelo menos 15 de maio.

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Na mesma condição que NY está a capital federal Washington, cuja área metropolitana inclui os estados de Maryland e Virgínia, que esperam um “pico” das infecções para a próxima semana, anunciou que as escolas não serão reabertas pelo restante do ano letivo.

Política é afetada

Em um ano eleitoral atípico, a política também deve ser afetada.

Estados governados por republicanos do tipo de Trump podem retornar suas atividades normais antes que os dirigidos pelos democratas da oposição.

Tanto que, atualmente, um movimento próximo da base de direita de Trump apareceu com solicitações de encerramento da quarentena e volta ao trabalho.

Manifestantes fazem protestos

Em carreatas e munidos com rifles, alguns manifestantes fizeram protestos a favor da decisão de Trump, em estados como Virgínia, Michigan, Minnesota, Carolina do Sul, Kentucky e Ohio. Iniciativas semelhantes também foram marcadas para este sábado (18), em Concord, New Hampshire e Austin, Texas.

Trump mostrou apoio aos manifestantes, na última sexta-feira (17), escrevendo em seu Twitter a mensagem “LIBERTEM-SE” dirigida à Virgínia, Michigan e Minnesota, três estados governados por democratas que podem ser primordiais para a definição de quem será o ganhador das eleições presidenciais em 3 de novembro.

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