Saiba como funciona o resgate da Previdência Privada

Desde que a Reforma da Previdência virou assunto popular, muitas pessoas passaram a procurar informações sobre a Previdência Privada:

Patrícia Auth
Patrícia Auth é jornalista formada pela Univali de Itajaí/SC. Trabalhou em impressos, como o Jornal de Santa Catarina, e também, como repórter na Rede Record e RBS TV. É casada, mãe da Lívia e adoradora de boa música e gastronomia.Na equipe EuQueroInvestir, é responsável pela produção de vídeos, e também escreve e edita artigos para o site.Entre em contato com a Patrícia pelo e-mail: patricia.auth@euqueroinvestir.com

  • Como funciona?
  • Como é o resgate?
  • Vale a pena?

Calma, vamos explicar!

A Previdência Privada nada mais é do que um investimento. Assim como você paga o FGTS
para o governo a juros, você ”emprestará” a uma instituição privada.

Por ser um investimento, há riscos. Da mesma forma que o governo pode não ter mais dinheiro para pagar as aposentadorias (como vem acontecendo no Brasil), a instituição pode falir.

Por isso, o primeiro passo a ser considerado é escolher uma instituição sólida e confiável.

Tipos de previdência privada:

Temos hoje dois principais tipos de Previdência Privada: PGBL e VGBL.

PGBL

O Plano Gerador de Benefício Livre é mais indicado para quem tem uma renda mais alta. Ele pode ser abatido do imposto de renda. Para isso, o valor deve corresponder até 12% do volume total da renda do investidor. Na hora do resgate, o imposto incide no valor total do fundo. Por exemplo, se depois de 25 anos o valor a ser retirado é de R$ 500 mil, o imposto será cobrado em cima deste montante.

VGBL

O Vida Gerador de Benefício Livre não pode ser abatido do imposto de renda. Neste caso, o imposto não será cobrado do montante, apenas do seu rendimento. Ou seja, se você aplicou R$ 100 mil, e o rendimento foi de R$ 25 mil, o imposto incide sobre os R$ 25 mil. Por conta disso, ele é indicado para pessoas com menor renda, que declaram imposto direto na fonte, ou são isentos.

Formas de Resgate:

  • Saque do Valor Total
  • Renda Mensal Temporária
  • Renda Mensal para o resto da Vida

Saque do Valor Total:

Se seu planejamento é adquirir um bem, pode ser a melhor opção. Mas, é importante saber que o valor resgatado vai ser diferente do que aparecerá no extrato, porque o imposto é descontado do valor total.

Renda Mensal Temporária:

Essa é uma opção em que você pode escolher a data de começo e fim do benefício. É indicado para quem quer ter uma renda extra durante um período específico, a faculdade dos filhos por exemplo. Em caso de falecimento do investidor, o benefício cessa, independente de ainda haver saldo.

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Renda Mensal para o Resto da Vida:

Esta é a escolha para quem quer assegurar sua aposentadoria. Você pode escolher a data em que ela começa e tem garantido esse benefício mensal até o fim da vida. Há ainda a opção de que ele acabe ou seja passado para um outro beneficiado, em caso de morte.

Tabelas usadas para calcular as taxas de operação no resgate:

  • Progressiva
  • Regressi

Tabela Progressiva

É indicada para quem quer receber o dinheiro em parcelas. Ela “mede” o valor do imposto de renda sobre o salário do investidor. Na prática, funciona assim:

  • Parcela de até R$1.903,98: isento de Imposto de Renda
  • De R$1.903,98 a R$2.826,65: 7,5%
  • De R$2.826,65 a R$3.751,05: 15%
  • De R$3.751,05 a 4.664,68: 22,5%
  • Acima de R$4.664,68: 27,5%

*A Receita Federal é responsável por atualizar e divulgar estas taxas.

Tabela Regressiva

É indicada para quem quer fazer resgate de longo prazo, já que o imposto incide, de forma regressiva, de acordo com o tempo. Resgates em até 2 anos de aplicação têm alíquota de 35%. A cada dois anos ela baixa 5%, até chegar aos 10% (valor mínimo) para os resgates a partir de 10 anos.