Safra desbanca Lemann e se torna o mais rico do Brasil

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução

Com fortuna estimada em R$ 119 bilhões, o banqueiro Joseph Safra figura agora no topo da lista das maiores fortunas do país, divulgada na sexta (18) pela revista Forbes. 

Safra ultrapassou o empresário Jorge Paulo Lemann, sócio da ABInbev e da 3G Capital, com patrimônio de R$ 91 bilhões. 

Eduardo Saveri, cofundador do Facebook, com fortuna de R$ 68 bilhões, se mantém em terceiro.

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Luiza Trajano, do Magazine Luiza, é a única mulher na lista. Seu patrimônio aumentou 181%, diz a Forbes. 

Eis os dez primeiros do ranking da Forbes:

1º – Joseph Safra (setor financeiro) – Patrimônio: R$ 119 bilhões

2º – Jorge Paulo Lemann (Bebidas e investimentos) – Patrimônio: R$ 91 bilhões

3º- Eduardo Saverin (Investimentos/Internet) – Patrimônio: R$ 68 bilhões

4º – Marcel Telles (Bebidas e investimentos) – Patrimônio: R$ 54 bilhões

5º – Carlos Alberto Sicupira e família (Bebidas e investimentos) – Patrimônio: R$ 42,6 bilhões

6º – Alexandre Behring (Investimentos) – Patrimônio: R$ 34,3 bilhões

7º – André Esteves (Setor financeiro) – Patrimônio: R$ 24,9 bilhões

8º – Luiza Trajano (Varejo) – Patrimônio: R$ 24 bilhões

9º – Ilson Mateus (Varejo) – Patrimônio: R$ 20 bilhões

10º – Luciano Hang (Varejo) – Patrimônio: R$ 18,7 bilhões

Joseph Safra: o mais rico

Agora o homem mais rico do Brasil, Joseph Safra é também o banqueiro mais rico do mundo, com um patrimônio avaliado em US$ 21,9 bilhões, segundo o ranking de junho da revista Forbes.

Aos 82 anos, diagnosticado com mal de Parkinson, ele vive  em uma mansão de 11 mil metros quadrados na capital paulista, só circula de helicóptero e é conhecido por ser extremamente discreto. O silêncio sempre foi sua marca registrada.

Seu Zé, com é conhecido, fez fortuna no comando do banco Safra, fundado por seu pai em 1955. Hoje, a instituição está nas mãos dos filhos. 

Libanês naturalizado brasileiro, Joseph Safra também é dono do banco J. Safra Sarasin, na Suíça, e do Safra National Bank, em Nova York..

É sócio da maior empresa do mundo na produção de bananas, a americana Chiquita. Além disso, comprou, em 2014, o arranha-céu londrino “Gherkin”. O edifício é um dos mais conhecidos do bairro financeiro da cidade inglesa.

Também faz parte do portfólio imobiliário dos Safra o prédio Tower Bridge Corporate, em São Paulo. Estima-se que a família tenha mais de 100 imóveis, muitos de luxo, ao redor do mundo. 

Lemann: o bilionário que revolucionou o capitalismo brasileiro

“Ter sonhos pequenos dá o mesmo trabalho de ter sonhos grandes”, é o que costuma dizer Jorge Paulo Lemann. Foi sonhando grande, e mirando alto que Lemann se tornou um dos homens mais ricos do Brasil.

Hoje, na lista da revista Forbes, está atrás apenas do banqueiro Joseph Safra.

Prestes a completar 81 anos, com uma fortuna de US$ 10,4 bilhões, Lemann é também o 129º maior bilionário do mundo.

Sua trajetória de vida passa pelo surf nas praias do Rio, pelas quadras de tênis na Europa, por bancos de investimento e pela aquisição de empresas, que viraram gigantes globais. “A vida não é uma linha reta”, como ele mesmo diz.

Foi comprando companhias em dificuldade, e dando um choque de gestão, que Lemann virou um dos homens mais ricos do mundo.

Ele tinha obsessão pela cultura da meritocracia, por formar os melhores líderes e torná-los sócios de seus negócios. Foi assim com as Lojas Americanas, Brahma, Antarctica, ALL…

Saverin, cofundador do Facebook, se mantém em terceiro

O paulistano Eduardo Saverin foi por algum tempo o bilionário mais jovem do Brasil. Hoje, aos 38 anos, já não ocupa mais esse posto, mas continua entre os mais ricos do País.

De acordo com a lista da revista Forbes de julho deste ano, Saverin está atrás apenas do banqueiro Joseph Safra e do empresário Jorge Paulo Lemann, com patrimônio avaliado em US$ 8,4 bilhões.

Sua fortuna veio da sociedade (que terminou em inimizade) com o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg. Juntos, eles criaram a maior rede social do mundo.

A história do Facebook, da amizade e dos atritos entre os primeiros sócios, é longa e daria um filme (spoiler: o filme já existe e chama-se “A Rede Social”).

Faz tempo que Saverin deixou a empresa e tem apenas uma pequena participação societária no Facebook. É essa fatia que lhe garante a maior parte dos seus bilhões de dólares.

Hoje, ele é sócio da B Capital Group, um fundo de capital de risco e vive em Cingapura com a mulher, Elaine Andriejanssen (singapurense de origem chinesa), e o filho.

Saverin é bastante reservado, raramente dá entrevistas, e gosta de jogar xadrez e estudar fenômenos meteorológicos (furacões, tsunamis, e afins).

Marcel Telles e Beto Sicupira: como eles ficaram bilionários

Beto Sicupira e Marcel Telles construíram, ao lado de Jorge Paulo Lemann, uma das sociedades mais bem-sucedidas do País e do mundo. Os três começaram a trabalhar juntos no Banco Garantia, comprado por Lemann na década de 70. E hoje figuram lado a lado entre os maiores bilionários brasileiros.

Marcel Telles, aos 70 anos, é quarto brasileiro mais rico do país. Seu patrimônio é avaliado em US$ 6,5 bilhões segundo o ranking da revista Forbes atualizado em julho de 2020 .

Na sequência, está Já Beto Sicupira, de 72 anos, com uma fortuna de US$ 4,8 bilhões.

Telles e Sicupira são sócios de empresas globais como a AB Inbev, a Kraft-Heinz e o Burger King, que juntas valem mais de US$ 150 bilhões.

Beto Sicupira

O carioca Carlos Alberto Sicupira é formado em administração pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Seu pai era funcionário do Banco do Brasil e sua mãe dona de casa.

Na adolescência, vendia carros usados com um amigo e depois calças jeans que comprava nos Estados Unidos. Aos 17 anos, pediu emancipação para adquirir uma corretora de valores.

Na faculdade, largou o negócio e foi se dedicar ao serviço público, mas não chegou a ficar dois anos. “Era muita burocracia”, segundo ele.

Sicupira também trabalhou no Marine Midland Bank, em Londres.

Apaixonado pelo mar, é um praticante de pesca submarina. Ganhou quatro recordes mundiais e seis brasileiros na caça debaixo d’água. Seu sonho, quando pequeno, era trabalhar na marinha, o que nunca se concretizou.

Foi a pesca submarina que o aproximou de Jorge Paulo Lemann, também adepto da modalidade.

Ao voltar da Inglaterra, em 1973, Sicupira foi chamado por Lemann para trabalhar no Banco Garantia. Sem nem saber quanto ia ganhar de salário, aceitou a proposta.

Marcel Telles

Marcel Herrmann Telles também nasceu no Rio de Janeiro. Estudou economia na UFRJ, e é filho de um piloto de avião e de uma dona de casa.

Ele começou a vida profissional de baixo. Conferia boletos, da meia noite às seis, na corretora Marcelo Leite Barbosa – na época, a maior do país. Foi contratado para trabalhar no Garantia aos 22 anos. Sua função era levar de um lado para o outro os papéis negociados.

Poucas semanas depois, no entanto, Telles já estava na área técnica da corretora.

Como Alex Behring entrou para o top 10 dos bilionários

Em 2020, o ranking dos maiores bilionários brasileiros ganhou um novo nome. O carioca Alexandre Behring da Costa, de 53 anos, fez sua estreia no TOP 10 da revista Forbes, com uma fortuna de US$ 6,3 bilhões (dado de julho).

O patrimônio de Behring vem do império construído pelos empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, com quem ele trabalha desde a década de 1990.

Hoje, é presidente do conselho de administração da Kraft Heiz, uma das maiores companhias de alimentos do mundo.

Também comanda o conselho da Restaurant Brands International, dona das redes Burger King e Tim Hortons.

A trajetória de Behring está diretamente relacionada ao estilo de gestão do trio Lemann, Telles e Sicupira. Juntos, eles criaram a maior cervejaria do mundo, a AB Inbev. Os três sempre defenderam que os melhores talentos devem ser premiados e promovidos a desafios maiores.

Foi o que aconteceu com Behring, que também virou sócio, junto com os chefes, do 3G capital, uma empresa de investimentos que aplica parte do patrimônio em companhias nos Estados Unidos.

Como Luiza Trajano se tornou a mulher mais rica do Brasil

Em suas palestras sobre empreendedorismo, Luiza Helena Trajano costuma distribuir entre os participantes um panfleto com a frase que virou seu lema: “Primeiro faça o necessário, depois faça o possível e, de repente, você vai perceber que pode fazer o impossível”.

Aos 69 anos, essa paulista de Franca é inspiração para empreendedores do País inteiro. Especialmente para as mulheres.

Foi sob seu comando que a pequena loja fundada por sua tia no interior de São Paulo virou uma varejista com presença nacional.

Durante a pandemia do coronavírus, o Magazine Luiza (MGLU3) se destacou ainda mais. Isso porque sua operação de e-commerce, que já vinha muito bem, decolou. Hoje, metade das vendas vêm do online.

Como consequência, os papéis da companhia se valorizaram na bolsa de valores.

Com a alta das ações, a empresária viu sua fortuma aumentar para US$ 4,3 bilhões. Com esse patrimônio, Luiza Trajano é, no momento, a mulher mais rica do Brasil.

“A Bolsa é assim né, a gente nem olha esse dinheiro. Esses dias me perguntaram e eu falei: “É papel, gente”. Hoje eu tenho muito, daqui a pouquinho ela cai, depois ela sobe de novo”, disse recentemente à Trip FM.

Hang: o bilionário que vai levar a Havan para a bolsa

A varejista Havan protocolou, nesta quinta, o pedido para fazer oferta pública inicial de ações na B3.

O IPO representa outro feito na carreira do bilionário Luciano Hang. O empresário, conhecido por polêmicas e pelo tino comercial implacável e aguçado, promete levantar até R$ 10 bilhões já na estreia na bolsa de valores.

A ideia, segundo reportagem publicada no site da revista Poder, é vender 10% da Havan no mercado de ações.

A operação pode render à Havan um valor de mercado de até R$ 50 bilhões, ou R$ 100 bi, em análises mais ambiciosas de analistas do mercado financeiro.

Estima-se que o patrimônio de Hang gire em torno de R$ 18,5 bilhões. A oferta na bolsa pode torná-lo um dos cinco mais ricos do país. Hoje ele é o 10º nessa lista.

Origem

Até 2016, Hang, dono da varejista Havan, era um desconhecido empresário catarinense no cenário nacional. Suas lojas, com arquitetura inspirada na Casa Branca e com uma réplica da estátua da liberdade, já chamavam a atenção, mas ele se mantinha discreto.

O empresário de Brusque (SC) ganhou notoriedade ao se tornar um aliado do então candidato à presidência Jair Bolsonaro, em 2018. Em setembro do ano passado, Hang fez sua estreia na lista de bilionários da revista Forbes.

Com 165 lojas espalhadas pelo Brasil, a Havan tem um faturamento médio anual estimado em R$ 10,5 bilhões.

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