Sabesp (SBSP3), Banco do Brasil (BBAS3) e Sul América (SULA11) entram na carteira de julho da Ativa

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução / Facebook / Sabesp

A Ativa Investimentos divulgou as sugestões de sua carteira Strategy de julho com três alterações. No setor Utilities, sai Energias do Brasil (ENBR3) para a entrada de Sabesp (SBSP3). Outro slot de Utilities foi trocada por um player do setor financeiro, saindo Equatorial Energia (EQTL3) para entrada de Banco do Brasil (BBAS3). E, em Saúde, sai Raia Drogasil (RADl3) para a entrada de Sul América (SULA11).

Os outros 11 ativos mantêm-se os mesmos: Vale (VALE3), Telefonica (VIVT4), Lojas Renner (LREN3), Petrobras (PETR4), Yduqs (YDUQ3), Pão de Açúcar (PCAR3), JBS (JBSS3), Unidas (LCAM3), São Martinho (SMTO3), Itaú Unibanco (ITUB4) e TIM (TIMP3).

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A carteira Strategy teve alta de 7,33% em junho, contra os 8,76% do Ibovespa.

No acumulado do ano, há defasagem também com relação ao índice de referência: menos 25,38% contra menos 17,79%.

Entretanto, contando desde 2010, na criação da carteira, a alta é de 71,75%, contra apenas 29,04% do Ibovespa.

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Ativa analisa trocas

Para julho, a Ativa optou por realizar três substituições de ativos e alguns ajustes de pesos dentro da carteira Strategy.

“Adicionamos a Sabesp (SBSP3) no lugar de EDP Brasil (ENBR3), a fim de capturar os reflexos positivos do novo marco do saneamento básico no setor”, explicam os analistas.

“Optamos também por adicionar Banco do Brasil (BBAS3), em detrimento de Equatorial Energia (EQTL3), uma vez que vemos demasiado desconto no setor bancário com destaque para o player em questão, que possui uma carteira de crédito conservadora ante os pares, dada sua elevada participação em crédito rural”, seguem.

E, “a fim de aumentarmos o beta da carteira, decidimos substituir Raia Drogasil (RADL3) por Sul América (SULA11), empresa atuante no ramo de seguros. Vemos como assertiva a recente venda de sua carteira de autos para o grupo Allianz, por R$ 3,0 bilhões, o que permitirá à empresa dar maior foco ao seu core business, o segmento de saúde, operação mais rentável e com maior potencial de crescimento”.

Mudanças de peso

Os analistas da Ativa ainda destacam que, “apesar da nossa visão positiva e da resiliência conferida pelo setor, decidimos reduzir nossa participação em telecomunicações, reduzindo peso em TIM (TIMP3) e mantendo em VIVO (VIVT4)”.

Ademais, a Ativa optou por aumentar exposição em supermercados, através da alocação em GPA (PCAR3).

“Entendemos que o player se encontra subprecificado e passando por importantes transformações em sua operação, com destaque para o processo de conversão de lojas e para a recente aquisição do grupo Éxito da Colômbia. Além disso, por se inserir no varejo não-discricionário, o papel confere sensível resiliência para a carteira”, conclui.

Segundo a Ativa, a Sabesp (SBSP3) é vista como um dos destaques.