Sabesp (SBSP3): ações podem atingir R$ 98 com privatização, prevê UBS

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Sabesp (SBSP3)

Conforme relatório do UBS, com a privatização as ações da Sabesp (SBSP3) podem atingir R$ 98. Já o governo do estado de São Paulo pode arrecadar até R$ 35 bilhões.

A nova lei de saneamento foi aprovada, mas esse não é o fim. Após a aprovação da lei de saneamento, os investidores acompanharão os movimentos do governo em direção à privatização da Sabesp.

Na opinião do UBS, o processo de privatização da Sabesp poderia ser mais rápido e fácil, mas o governador só pode decidir após a sanção do projeto, que deve ocorrer dentro de duas semanas e após o fim da quarentena em São Paulo.

De acordo com a UBS, se o governador prosseguir com o processo de privatização, é possível que a empresa tenha que se concentrar apenas nas 20 principais cidades, que representam 75,5% da receita total.

Além disso, foi observado que 15 dos prefeitos dessas cidades são do mesmo partido político que o governador de São Paulo.

Possibilidade de veto presidencial

Apesar de uma maior possibilidade de privatização e menores riscos após a aprovação da lei, os estoques de saneamento tiveram um desempenho inferior.

O UBS acredita que uma possível razão para o baixo desempenho é o potencial de o presidente vetar o artigo que permite que as empresas sejam privatizadas sem a renúncia do concedente se o contrato permanecer inalterado.

Os investidores estão preocupados com o fato de a Sabesp ter que renovar as concessões com todos os concedentes para que ela se torne privada.

No entanto, o UBS acredita que é mais simples do que parece. A Sabesp poderia renovar apenas as concessões com seus principais outorgantes. O terceiro parágrafo do projeto de lei 14 deixa claro que outros concedentes devem ingressar ou não em 180 dias.

São Paulo representa 50% da receita

A Sabesp opera em 369 cidades, entretanto as 20 principais cidades respondem por 75,5% de sua receita líquida (apenas São Paulo representa 50% da receita líquida).

Segundo o banco suíço, o controlador poderia procurar renovar contratos com essas cidades para privatizar a empresa. O UBS acredita que é possível que o governador tenha apoio político, já que 75% dos prefeitos das principais cidades são do mesmo partido político ou apoiam partidos políticos.

Como a cidade principal, em muitos casos, subsidia a tarifa geral, se optar pela renovação, os pequenos concedentes terão maior probabilidade de segui-la.

Minas Gerais avança mais rápido que São Paulo

Conforme o UBS, o governo de Minas Gerais está avançando com o processo de privatização mais rápido que o de São Paulo.

A Copasa anunciou que o Conselho de Privatização de Minas Gerais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (SEDE) autorizou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a realizar consultas de mercado visando a contratação de serviços técnicos e um serviço de auditoria externa independente necessário para estruturar e implementar o processo de privatização da COPASA.

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Mas, o UBS acredita que uma privatização da Copasa possa ser desafiadora, pois exigiria a alteração da constituição de Minas Gerais ou a aprovação da venda em um referendo público.

Assim, a Copasa privatizada pode valer R$ 87 por ação e Sabesp R$ 98 por ação.