Rossi (RSID3): prejuízo cai 45% no 3T20, para R$ 77,6 milhões

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução / Facebook / Rossi

A Rossi (RSID3) divulgou seu balanço do terceiro trimestre de 2020 e apurou prejuízo líquido de R$ 77,6 milhões, o que representa um valor 45,2% menor que os R$ 141,6 milhões do terceiro trimestre de 2019.

No acumulado do ano, o prejuízo caiu 45,9%, de R$ 334,2 milhões para R$ 180,8 milhões.

A vendas líquidas 100% Rossi subiram 187,2%, embora representam apenas R$ 2,6 milhões.

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As vendas líquidas totais subiram 40,6%, para R$ 3,1 milhões.

A receita líquida subiu 54,5%, para R$ 14,2 milhões.


Divulgação / Rossi

EBITDA

O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado foi negativo em R$ 48,1 milhões no trimestre.

Entretanto, isso representa uma variação positiva de 48,3% em comparação ao mesmo período de 2019, quando ficou negativo em R$ 93,0 milhões.

Já no acumulado do ano o EBITDA ajustado foi negativo em R$ 171,3 milhões, 17,2% menor que os R$ 207,0 milhões do mesmo trimestre do ano passado.

A margem EBITDA ajustado caiu 670,8 pontos percentuais.

Saiu de negativos 1.008,1% no terceiro trimestre de 2019 para negativos 337,3% deste trimestre.

Vendas da Rossi

No trimestre, as vendas brutas contratadas totalizaram R$ 44,3 milhões.

Desses, R$ 39,5 milhões são parte da Rossi, um aumento de 17% na comparação anual e de 40% trimestralmente.

Já no acumulado do ano, as vendas atingiram R$ 114,1 milhões, sendo R$ 98,6 milhões na parte da Rossi.

É uma queda de 17% na parte da Rossi, comparado ao mesmo período de 2019.

Banco de terrenos

Ao final do terceiro trimestre, o estoque de terrenos possuía Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 7,9 bilhões.

Desses, a parte da Rossi é de R$ 5,5 bilhões.

São R$ 7,3 bilhões para incorporação imobiliária e loteamento e R$ 600 milhões para desmobilização.

Parte destes terrenos disponíveis para desmobilização será utilizada para quitar a dívida corporativa da companhia.

Outra parte, R$ 2,4 bilhões (R$ 1,7 bilhão da Rossi) está disponível para lançamentos possíveis no curto prazo.

3T20 é um marco, segundo CEO

Segundo João Paulo Franco Rossi Cuppoloni, CEO da empresa, “o terceiro trimestre de 2020 representa um marco no processo de retomada da construção civil brasileira e, mais especificamente, das empresas do setor de incorporação imobiliária”.

“Mesmo em um ano bastante desafiador, marcado pelos impactos socioeconômicos trazidos pelo isolamento social e pelas demais restrições impostas pela pandemia, a companhia apresentou melhora nos seus principais indicadores operacionais, que já retornaram para patamares pré-pandemia”, afirmou.

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