Rossi (RSID3): prejuízo cai 71,9% no 2TRI20

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução / Facebook / Rossi

A Rossi (RSID3) fechou o segundo trimestre de 2020 com prejuízo de R$ 30,0 milhões. Apesar disso, o resultado é 71,9% melhor do que os R$ 106,9 milhões de prejuízo reportados no 2TRI19.

A receita líquida foi de R$ 8,37 milhões, um aumento de 39,7% na comparação com a receita líquida de R$ 6 milhões do 2TRI19.

Entretanto, o acumulado do primeiro semestre de 2020 deu à Rossi Residencial um decréscimo de 56,7% na receita líquida.

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A empresa saiu de R$ 21,8 milhões no 1S19 para R$ 9,5 milhões agora.

O prejuízo reportado no 1S19, de R$ 192,7 milhões, também recuou. Melhorou 46,5%, chegando a R$ 103,2 milhões nos primeiros seis meses de 2020.

EBTIDA cai 21,9%

O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBTIDA, na sigla em inglês) ficou negativo em R$ 77,8 milhões.

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É um valor 21,9% pior do que o aferido no 2TRI19, de R$ 63,8 milhões.

A margem EBTIDA ficou em menos 929,2%.

Apesar do número, é um valor 12,7% melhor do que o do mesmo trimestre de 2019.

No acumulado do semestre, o EBTIDA ajustado caiu 8,1%, de R$ 114 milhões negativos no 1S19 para R$ 123,3 milhões negativos no 1S20.


Divulgação: Rossi

Desafios da Rossi

“O primeiro semestre de 2020 foi um período desafiador”, diz João Paulo Franco Rossi Cuppoloni, CEO da Rossi.

Ele refere-se à pandemia do novo coronavírus, que afetou todos os setores da economia brasileira.

Mesmo neste cenário, a Rossi, segundo Cuppoloni, “se manteve focada em seu processo de reestruturação operacional e financeira, depositando toda a sua atenção e esforços na mitigação de riscos e preservação do caixa”.

O executivo diz que algumas metas tiveram que ser colocadas em espera, porém isso “não impediu que outras metas fossem atingidas”.

Ele destaca as vendas brutas que, apesar de negativamente impactadas em abril, recuperam-se em maio e junho e atingiram R$ 28,2 milhões na parte Rossi

Além disso, a eficiência na revenda das unidades rescindidas que, até o fim deste primeiro semestre, foi de 93%, mitigando consideravelmente os impactos negativos do aumento nas rescisões.

A diminuição de 61% das despesas administrativas, comparando-se com o 2TRI19, e de 46% no acumulado do ano.

E redução de 14% no endividamento (visão IFRS), quando comparado à junho de 2019, em virtude de renegociações.

Os papéis da empresa fecharam a quarta-feira (12) com baixa de 0,85%, valendo R$ 5,80.