Romi (ROMI3) lucra 53% a menos no balanço do primeiro trimestre

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Divulgação

A Romi (ROMI3), empresa do segmento de máquinas-ferramenta e máquinas para processamento de plásticos, apresentou uma retração de 53,2% nos lucros do primeiro trimestre de 2020.

Dessa forma, no período a companhia bateu os R$ 40,8 milhões, ao passo que no primeiro trimestre de 2019 o lucro foi de R$ 87,3 milhões.

No primeiro trimestre de 2020 o Ebitda (lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 13,27 milhões, registrando queda de 79% frente ao mesmo período de 2019.

A margem Ebitda também recuou passando de 53,6% no primeiro trimestre de 2019 para 8% no mesmo período de 2020.

O resultado financeiro da Romi foi negativo em R$ 26,08 milhões, um recuo de 57% sobre o mesmo período de 2019, negativo em R$ 61,35 milhões.

A receita líquida apresentou avanços no período e subiu 37,4% na comparação com igual período de 2019, aos R$ 165,94 milhões.

Segundo a companhia, o resultado refletiu “positivamente na margem operacional, que nesse mesmo período apresentou expansão de 18,2%.”

A posição consolidada líquida de caixa (dívida) em 31 de março de 2020 era negativa em R$35,0 milhões.

 

Impactos Covid-19

A companhia informou que sofreu uma queda grande nos negócios “que se intensificou com as orientações de restrição social nos países que a Romi opera, como:Itália, França, Espanha, Alemanha e Reino Unido”.

Entretanto, a entrega de equipamentos já vendidos e produzidos não foi cancelada e deverá ser entregue no segundo trimestre de 2020, informou a companhia.

Em 24 de março,  a companhia estabeleceu a suspensão de todas as operações do Brasil para o grupo de risco, e, em 30 de março, para os demais colaboradores. A medida perdurou até o dia 21 de abril, por meio de férias, banco de horas e troca de feriados.