Romi (ROMI3) reverte prejuízo e tem lucro de R$ 11,3 milhões no 2TRI20

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

Na contramão da crise, a Indústrias Romi (ROMI3) apresentou um lucro líquido positivo no segundo trimestre de 2020.

O lucro líquido de R$ 11,3 milhões registrado no período reverte o prejuízo de R$ 4,3 milhões de abril, maio e junho de 2019.

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Este ano, a Romi acumula R$ 52 milhões de lucros no primeiro semestre. Nos três primeiros meses do ano o lucro havia sido de R$ 40,8 milhões.

A margem líquida da empresa ficou em 5,8% no segundo trimestre de 2020.

Dados do segundo trimestre de 2020 da Romi

Ebitda da Romi aumenta

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebtida, na sigla em inglês) somou R$ 19,2 milhões. Ou seja, um aumento de 187,4% em relação aos R$ 6,6 milhões do mesmo período de 2019.

A margem Ebitda é de 9,8% no segundo trimestre de 2020. Este indicador era de 4% no mesmo período do ano passado.

Receita aumenta 16,8%

A receita operacional líquida da Romi aumentou no segundo trimestre de 2020. Saiu de R$ 167,8 milhões de abril a junho de 2019 para R$ 196 milhões no trimestre passado. Ou seja, um aumento de 16,8%.

No semestre o volume de receita líquida acumula R$ 361,9 milhões. O número é 25,4% maior do que os seis primeiros meses de 2019, em que foram registrados R$ 288,6 milhões.

Investimentos caem

O volume de investimentos da Romi caiu 44,4% no comparativo entre os segundos trimestres de 2019 e 2020.

O valor deste ano foi de R$ 3,3 milhões e de abril a junho de 2019 foi de R$ 6,0 milhões.

No acumulado do ano, a Romi também investiu menos este ano. Foram R$ 13,1 milhões de investimentos no primeiro semestre de 2019 contra R$ 9,6 milhões no mesmo período de 2020. Ou seja, uma queda de 26,7%.

Cenário positivo para a Romi

A Romi, líder no mercado de máquinas e equipamentos industriais e fabricante de peças fundidas e usinadas, sentiu o impacto no volume de negócios em meados de março com a crise do coronavírus.

Mas houve uma rápida recuperação na entrada de pedidos de máquinas, segundo a empresa.

“Embora o ambiente ainda esteja com alto grau de incertezas, a redução dos juros e a desvalorização do real, aliados a uma inflação prevista dentro da meta oficial, têm estimulado a indústria e o país em geral a alocar uma maior parcela do capital na economia produtiva” diz a empresa no balanço.

“Isso impacta, principalmente, as Unidades de Máquinas Romi e Fundidos e Usinados. A partir do mês de junho deste ano, pudemos perceber uma recuperação em relação ao volume de negócios realizados em março e abril.”

Segundo a Romi, algumas das entregas de equipamentos programadas para o 2T20 foram postergadas para o terceiro trimestre.

Assim, até o momento, não houve volume significativo de cancelamento de pedidos.