Money Week: como este médico investe em ações no exterior

Giovanna Castro
Jornalista formada pela UNESP.
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Crédito: Rodrigo Medeiros é coordenador médico do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanes em Brasília e investe em renda variável desde 2010 -Foto: Reprodução/ YouTube

Coordenador médico do Centro de Oncologia da unidade do  Sírio Libanês em Brasília, Rodrigo Medeiros divide suas horas entre o hospital e a gestão de seus investimentos. Ele mesmo estuda as melhores aplicações e investe seu dinheiro.

Filho de comerciantes, Medeiros nasceu em Umuarama, no interior do Paraná, e sempre foi dedicado aos estudos.  Passou em medicina na Universidade Federal do Paraná aos 17 anos e se mudou para Curitiba para cursar a faculdade. Fez a residência no Hospital Sírio Libânes e trabalha lá até hoje.

O empenho e disciplina que ele dedica à medicina aplica também nas suas finanças pessoais.

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Hoje o Twitter é pauta na Money Week.

O médico, hoje com 39 anos, é um dos participantes da próxima edição da Money Week, o maior evento online e gratuito de investimentos da América Latina, que vai acontecer entre 23 e 27 de novembro.

Fascínio por investimentos

Durante sua residência em clínica médica, Rodrigo Medeiros fez um amigo que mudou sua vida. Era sua dupla nas atividades, se interessava desde jovem pelo universo dos investimentos e começou a influenciá-lo a investir também.

Rodrigo usou a mesma dedicação que tinha nos estudos para iniciar sua trajetória como investidor. “Comecei a investir por volta de 2010, quando eu estava terminando a minha residência. Passei a estudar e a fazer a gestão da minha carteira sozinho. Decidi não terceirizar essa gestão para outras pessoas e, com isso, acabei gostando. Se tornou uma espécie de hobby”, conta.

Para ele, assumir a postura de protagonista em relação às escolhas dos seus investimentos foi a chave para o sucesso.  “Se interessar, se informar e se educar é o maior acerto na área de investimentos. Ler bastante e conversar com pessoas que também estudam, gostam e conhecem sobre esse tema também faz a diferença. Ter um bom networking é o melhor negócio em todas as áreas.”

É preciso se ver como sócio

Com uma carteira com uma exposição até maior do que o habitualmente recomendado em renda variável, Rodrigo Medeiros é apaixonado por ações.

Gosta de avaliar e escolher bons projetos de empresas com lucros consistentes, histórico de valor ao acionista, respeito aos minoritários, boa governança, entre outros atributos.

Ele conta que, inicialmente, dividia seus investimentos em dois terços na bolsa brasileira e um terço no exterior. Mas, como o mercado de capitais é muito mais desenvolvido no exterior, com um leque mais amplo de opções, acabou mudando de estratégia.

Hoje, ele tem um terço de seu patrimônio em bolsa brasileira e dois terços em bolsa norte-americana. “O Brasil está um pouquinho atrás dos Estados Unidos. Acredito que a gente chega lá, mas ainda não chegamos”, comenta.