Rodrigo Maia sugere corte de 20% nos salários dos servidores durante pandemia

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução Marcelo Camargo/Agência Brasil

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, sugeriu nesta terça-feira mais uma medida econômica que pode impactar positivamente o combate à pandemia de coronavírus.

A ideia do parlamentar é que os três poderes avaliem uma redução de 20% nos salários dos servidores públicos, eleitos ou concursados, durante a crise causada pela Covid-19.

“Os servidores públicos, seja aqueles concursados ou eleitos, todos têm estabilidade. Neste momento, nada mais justo que a gente possa ir dialogando, sem parecer uma coisa oportunista. Aqueles que estão trabalhando de forma remota, que podem dar uma colaboração, é importante”, analisou, em entrevista par a Rádio Bandeirantes.

Segundo o presidente da Casa, os salários pagos aos servidores dos três poderes chegam à casa de R$ 2 bilhões por ano. Uma redução de 20% injetaria cerca de R$ 3,6 bilhões no combate ao coronavírus.

Corte seletivo

A redução nos salários sugerida por Rodrigo Maia durante a pandemia, no entanto, não se aplicaria aos cargos que recebem salários mais baixos.

“Tem salários mais baixos, tem salários mais altos, acima da média dos 10% que ganham mais no Brasil. Então acho que a gente consegue uma economia, se você olhar, de uns R$ 18 bilhões por mês. Se você tirar 15% a 20%, você vai ter uma economia de três meses que ajuda”, explicou.

Para o presidente da Câmara, mais do que o valor em si, o que importa nesse momento é a demonstração de que todos estão empenhados em ajudar no combate à pandemia.

“Tem certas horas que não é só o valor, é o simbolismo dado daqueles que têm uma proteção maior e que estão colaborando com a sociedade brasileira”.

“Corona voucher”

Rodrigo Maia também falou à Bandeirantes sobre o plano divulgado pelo Ministério da Economia de distribuir mensalmente R$ 200 aos empregados “informais” do País. E revelou que o valor do popular “corona voucher” não está fechado.

“Estamos avaliando se o valor é esse ou se vamos trabalhar com alguma contraproposta. Estamos terminando esse texto hoje”, prometeu.

O Plano Mansueto, pacote de socorro financeiro da União vinculado a medidas de ajuste fiscal, também deve ser votado até o término desta semana.

“Acho que o Estado precisa estar preparado para garantir esses primeiros meses, 60 dias. Não há outro caminho e o parlamento vem dando as condições que o governo precisa. O estado de calamidade foi aprovado muito rápido, e isso abre um espaço para que o governo possa gastar”, finalizou.

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