Rodrigo Maia nega urgência para votar autonomia do BC

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
1

Crédito: Crédito: Najara Araújo/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira (6) que não considera urgentes temas como a autonomia do Banco Central (BC) no curto prazo.

Entretanto, não descartou uma votação ainda neste ano. Além disso, aproveitou para defender novamente a aprovação da reforma tributária e da PEC emergencial.

As informações são da Agência Reuters.

Conheça a FinTwit, o maior fórum de finanças do mundo.

Hoje o Twitter é pauta na Money Week.

Durante a Conferência Itaú Macro Vision, Maia disse que ainda não conseguiu conversar com o governo para organizar uma pauta sobre a autonomia formal do BC.

Não conversou também a respeito do projeto que trata dos depósitos remunerados junto à autarquia.

O que você verá neste artigo:

Expectativas

Acrescentou, no entanto, que “tem toda a condição de votar”, desde que haja uma organização da pauta.

Maia afirmou que defende as causas, mas tem medo de gerar expectativas exageradas na sociedade e nos investidores. E, por conta disso, “tirar da frente o que a gente deveria estar debatendo”.

“Eu acho que aqui a gente não deveria estar debatendo autonomia do Banco Central, eu não acho que isso é urgente para hoje”, ponderou.

Prioridades da agenda

Segundo o presidente da Câmara, os parlamentares devem se debruçar sobre outros temas.

As fontes de recursos para o futuro programa de distribuição de renda, por exemplo, que poderiam vir do abono salarial. 

O deputado também citou o déficit primário e a administração da dívida, além do corte de despesas. De acordo com ele, esses assuntos podem ser deixados de lado caso o foco fique centrado na autonomia do BC.

“É claro que a gente tem toda condição de votar (autonomia e depósitos remunerados), não tem nenhum problema. Mas eu preciso organizar a pauta”, afirmou Maia.

“Se a gente for voar pautas econômicas além da emergencial, a (reforma) tributária tem que estar dentro”.

Votações

O presidente da Câmara disse que a reforma tributária pode ser votada ainda em dezembro, se houver acordo.

Entretanto, cobrou um posicionamento do governo. Conforme ele, mesmo a oposição pode apoiar a proposta mediante a inclusão de temas na reforma que não ferem seu objetivo principal.

Além disso, Maia reconheceu o risco de a sucessão à presidência da Câmara contaminar discussões da reforma tributária. Já existem disputas na Comissão Mista de Orçamento (CMO), com parlamentares ligados a Rodrigo Maia e o comando do colegiado com deputados do centrão, liderados por Arthur Lira (PP-AL).

Ainda não há soluções para o conflito, atrasando a instalação da comissão e pode prejudicar o andamento de propostas importantes.

LDO

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) não sofreria tanto impacto, de acordo com Maia. Ela pode ser diretamente levada ao plenário. Contudo, a Lei Orçamentária para o próximo ano carece de discussão na CMO, disse o presidente da Câmara.

Por fim, Maia defende que a chamada Proposta de Emenda à Constituição (PEC) emergencial possa ser votada antes do Orçamento.

Dessa forma, poderia impedir “furos” no teto do próximo ano.

O objetivo da PEC é regulamentar o teto de gastos com gatilhos, tratar de temas do pacto federativo e ainda criar o programa de distribuição de renda em substituição ao Bolsa Família.

Azul (AZUL4) informa emissão de debêntures no valor de R$ 1,6 bilhão

Fundos imobiliários: confira os FIIs recomendados para novembro

Dividendos: confira as ações mais recomendadas para novembro