Rodrigo Maia defende a recriação do Ministério da Segurança Pública

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: AFP Photo / Evaristo Sá

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o fim do Ministério da Segurança Pública, que foi fundido com o Ministério da Justiça, no início do governo de Jair Bolsonaro, “foi um erro”. A declaração foi dada nessa quarta-feira (22), quando Maia defendeu a recriação do ministério, em reunião com secretários estaduais de segurança.

Maia lembrou aos secretários que “criação de ministério não necessariamente gera novas despesas. O fim do Ministério da Segurança Pública no início do governo Bolsonaro foi um erro para o próprio governo”.

O presidente da Câmara ainda pontuou que “um governo que foi eleito com a pauta da segurança pública, acabar com um ministério que foi, enfim, criado no governo Temer, que é uma das agendas prioritárias da sociedade brasileira… Acho que foi uma sinalização ruim”.

Descubra novos caminhos para multiplicar seu patrimônio. Aprenda hoje a investir R$ 300 mil com os melhores desempenhos.

Fontes de recurso

Jair Bolsonaro, por sua vez, disse que vai estudar a recriação da pasta, em pedido que foi feito por secretários estaduais de Segurança Pública, na reunião com o presidente no Planalto.

Maia afirma que não conversou com o chefe do Executivo sobre o assunto, “mas a decisão de recriar o ministério é uma sinalização de priorização do tema da segurança pública que, de fato, precisa de uma política focada e concentrada no tema da articulação do trabalho do governo federal com os Estados”.

Os secretários entregaram uma carta a Bolsonaro enumerando algumas fontes de recursos para o combate à violência: o descontingenciamento do Fundo de Segurança e a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a compra de equipamentos; ampliação dos recursos de loterias para segurança dos estados, valor que hoje não chega a 3%; redefinição de valores do convênio com a pasta da Justiça para repressão de drogas e armas e lavagem de dinheiro; e criação de convênio para regulamentar a custódia de presos nos Estados.

As sugestões dos secretários vai ao encontro da ideia de Rodrigo Maia que recriar um ministério não necessariamente gera custos.